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A segunda turma de adolescentes trabalhadores vinculados à Associação Profissionalizante do Menor de Belo Horizonte (Assprom) e que desenvolvem atividades nas unidades do Ministério Público de Minas Gerais, na capital, iniciou nessa terça-feira, 29 de setembro, a participação no projeto Ciclo “Fortalecer trajetórias para o mundo do trabalho” realizado pela Coordenadoria de Combate ao Racismo e Outras Formas de Discriminação (Ccrad). A iniciativa promove uma formação integral que articula arte, cultura, educação e qualificação profissional sob uma perspectiva antirracista.

O projeto completa adolescentes com idades entre 16 e 18 anos, em sua maioria jovens negros, oriundos de famílias de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social. Cada uma das duas turmas participou das atividades durante um mês. A iniciativa contemplou cerca de 30 adolescentes trabalhadores. 

De acordo com Larissa Teixeira do Vale, assessora jurídica da Ccrad, “o projeto foi desenvolvido para fornecer aos adolescentes trabalhadores da nossa instituição experiências educacionais, profissionais e culturais. Assim como foi feito com a primeira turma, além da roda de conversa no o cursinho pré-vestibular Educafro, os adolescentes participarão de outras atividades: sessão comentada de cinema antirracista, mentoria de carreira e visita guiada à UNA-BH, visita à fundação Internacional de Capoeira Angola (Fica) e visita ao Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos (Muquifu)”.

Conforme a Ccrad, não se pretende, com esta proposta, oferecer uma solução definitiva para os desafios enfrentados por jovens em situação de vulnerabilidade social. O que se busca é ampliar o acesso a espaços de formação profissional e educacional que, muitas vezes, são limitados ou pouco acessíveis em seus contextos cotidianos.

Trata-se de uma iniciativa que visa fortalecer trajetórias, abrir horizontes e contribuir para o desenvolvimento de competências que possam impactar positivamente suas vidas pessoais e profissionais.
 

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Para Juliana Duretti, técnica de acompanhamento da Assprom, o projeto tem sido de grande importância, uma vez, que dá oportunidade aos jovens de acessarem espaços da cidade de Belo Horizonte ligados à educação, arte e cultura. “Além disso, ele permite aos adolescentes trabalhadores, que vivenciam contextos vulneráveis, refletirem sobre a importância de buscarem ser protagonistas de suas trajetórias e agentes transformadores na sociedade. Cabe ressaltar a relevância da abordagem de temáticas antidiscriminatórias aos jovens. A Assprom agradece ao Ministério Público pelo investimento nos adolescentes trabalhadores, compromisso com a formação e desenvolvimento de suas potencialidades”.

Ainda segundo Duretti, os jovens trabalhadores têm respondido positivamente sobre o projeto, “destacando a oportunidade de interagir com colegas das diferentes unidades do MPMG, bem como com representantes das instituições visitadas, compartilhando conhecimentos e experiências”.

Ccrad

A Coordenadoria de Combate ao Racismo e Todas as Outras Formas de Discriminação é um órgão auxiliar da atividade funcional do Ministério Público, vinculada ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos (CAO-DH), e que tem por finalidade “o enfrentamento do racismo estrutural e todas as discriminações contra minorias através da interlocução e articulação entre promotores de Justiça, instituições públicas e sociedade civil organizada, para implementação de políticas afirmativas de igualdade racial e de promoção da diversidade, bem como de enfrentamento às discriminações étnico-raciais ou de gênero e orientação sexual.

 

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Ministério Público de Minas Gerais

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