Início do conteúdo

O Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos e Apoio Comunitário (CAO-DH) é um órgão de assessoramento do Procurador-Geral de Justiça e tem por finalidade a atuação cooperativa e integrada com as Promotorias de Justiça, proporcionando-lhes apoio técnico e jurídico para promover o efetivo cumprimento das normas de promoção dos Direitos Humanos, busca pela efetivação da cidadania e prestação de apoio comunitário. Cabe ao CAO-DH o recebimento de denúncias e demandas envolvendo violação ou ameaça de violação a direitos humanos, que, após análise preliminar, são encaminhadas de forma estratégica para os órgãos responsáveis pela adoção das providências cabíveis em cada caso concreto. É também responsável pela elaboração de estudos e informações técnico-jurídicas sobre temas ligados à sua área de atuação; a promoção, articulação e integração com os órgãos e entidades governamentais e não-governamentais que integram as redes de prevenção e promoção dos direitos humanos e apoio comunitário; o acompanhamento de políticas públicas e também a promoção de ações educativas e campanhas de prevenção e conscientização sobre os temas relativos a suas atribuições.

Cumpre ao Ministério Público a defesa dos direitos humanos, isto é, a garantia dos direitos considerados indispensáveis para o exercício da vida humana pautada na liberdade, igualdade e dignidade. No âmbito do MPMG, o CAO-DH é responsável por acompanhar  temáticas relacionadas à prevenção e à repressão a penas, torturas e outros tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes; à proteção de vítimas, testemunhas e defensores de direitos humanos ameaçados; ao acompanhamento de casos de pessoas desaparecidas; à preservação dos direitos das pessoas em situação de especial vulnerabilidade, como aquelas em situação de rua; ao acompanhamento de políticas públicas ligadas às garantias básicas de cidadania, como por exemplo a política de segurança alimentar.  No que diz respeito ao apoio comunitário, o CAO-DH atua na direção de amparar  comunidades em demandas de garantias de direitos, além da busca de reparação de danos de populações atingidas por catástrofes tanto naturais quanto causadas pela ação humana, além de acompanhar e intermediar conflitos possessórios urbanos.

Coordenadora

Nádia Estela Ferreira Mateus
Promotora de Justiça
Ingressou na carreira do Ministério Público do Estado de Minas Gerais no ano de 1990, no 26° Concurso, atuando no interior do estado até o ano de 2020. Foi Ouvidora-Geral do MPMG  no período de 2021 a 2024 e Presidente do CNOMP (Conselho Nacional dos ouvidores do Ministério Público dos Estados e da União) no ano de 2023.

Dra. Nadia Estela.jpg

São exemplos da atuação do Ministério Público na defesa dos direitos humanos: promoção da igualdade racial; proteção dos direitos das pessoas privadas de liberdade; prevenção e repressão a penas, torturas e outros tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes; prevenção e combate à violência de gênero; proteção de vítimas, testemunhas e defensores de direitos humanos ameaçados de morte e preservação dos direitos das pessoas em situação de especial vulnerabilidade, como aquelas em situação de rua.

O Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos e Apoio Comunitário (CAO-DH) é Órgão auxiliar da Procuradoria-Geral de Justiça responsável por promover orientação, articulação, integração e intercâmbio entre as Promotorias de Justiça com atuação na defesa dos Direitos Humanos. Além disso, compete-lhe dar apoio técnico e logístico para que os promotores de Justiça possam exercer a contento a fiscalização da atividade policial. O controle externo da atividade policial visa promover o respeito aos direitos humanos pelos agentes públicos investidos do poder de polícia, assim como estimular a eficiência e a probidade da atuação policial, reprimindo ações em sentido contrário.

De modo geral, o CAO-DH funciona como um polo de denúncias e demandas envolvendo violação ou ameaça de violação a direitos humanos, sobretudo quando praticadas por agentes públicos. Essas manifestações, após análise preliminar, são encaminhadas de forma estratégica para os órgãos responsáveis pela adoção das providências cabíveis em cada caso concreto. Os manifestantes também são informados pela equipe do CAO-DH sobre as providências adotadas.

Final do conteúdo