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Encontro promovido pelo MPMG e pelo Funbio debateu estratégias de prevenção a desastres ambientais, adaptação às mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável em Minas Gerais

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, do Patrimônio Histórico e Cultural, da Habitação e Urbanismo (Caoma), realizou nesta sexta-feira, 23 de outubro, em Belo Horizonte, o evento “Diálogos pelo Clima – Encontro Circular MPMG”. Promotores de Justiça, especialistas, pesquisadores e representantes de instituições da área socioambiental participaram dos debates sobre financiamento ambiental e climático, mineração, conservação do Cerrado e estratégias de adaptação às mudanças climáticas.

Promovido em parceria com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), o encontro ocorreu no Espaço Compor e integrou os esforços do MPMG para ampliar o diálogo entre instituições, comunidade científica e sociedade civil em torno de soluções que conciliem desenvolvimento econômico, conservação ambiental e segurança climática.

Ao longo do dia, os participantes discutiram mecanismos de financiamento para ações ambientais, evidências científicas relacionadas à conservação do Cerrado, impactos socioeconômicos da mineração, instrumentos para o desenvolvimento sustentável de regiões mineradoras e o papel da atuação preventiva na redução dos riscos ambientais.

Na abertura do evento, o coordenador do Caoma, Luciano Badini Martins, destacou a importância da cooperação técnica firmada entre o MPMG e o Funbio para fortalecer a produção de conhecimento sobre temas ambientais estratégicos para Minas Gerais. “O Funbio e o MPMG formalizaram uma parceria por meio de um acordo de cooperação técnica. O Funbio tem uma trajetória relevante na produção científica relacionada a questões ambientais, com publicações que alcançam todo o país. Ao escolher o Minas Gerais para essa iniciativa, abre-se a possibilidade de uma série de encontros e discussões que resultarão na elaboração de uma obra voltada a temas ambientais relevantes para o estado e para a instituição”.

Segundo Badini, a iniciativa contribuirá para a disseminação de conhecimento técnico e científico capaz de subsidiar a atuação ministerial. “Trata-se de uma publicação científica que poderá orientar a atuação dos membros do Ministério Público, sem caráter vinculativo, mas com grande potencial de contribuir para o aperfeiçoamento institucional. Acreditamos que a nossa visão sobre questões ambientais sensíveis precisa ser consolidada em uma obra de relevância e alcance nacional”.

A secretária-geral do Funbio, Rosa Lemos de Sá, ressaltou o potencial da parceria para a construção de políticas voltadas à prevenção de desastres ambientais e à preparação dos territórios para os efeitos das mudanças climáticas. “Como boa mineira, orgulhosa do meu estado, acredito que essa parceria com o Ministério Público tem um potencial enorme. O Funbio acumula 30 anos de experiência na estruturação de mecanismos financeiros e no fortalecimento de territórios. Já o Ministério Público possui uma grande capacidade de articulação e influência. Temos uma expectativa muito alta de que essa união resulte em importantes entregas para Minas Gerais”.

Para a representante do Funbio, a cooperação entre as instituições pode contribuir para a construção de uma agenda preventiva diante dos desafios climáticos. “O que esperamos é ajudar a construir uma agenda proativa contra os desastres ambientais. Precisamos avançar da lógica da restauração para a lógica da prevenção. Se conseguirmos preparar Minas, em conjunto com o Ministério Público e outras organizações, para os desafios impostos pelas mudanças climáticas, poderemos reduzir significativamente os impactos esperados para os próximos anos”.

Rosa Lemos também defendeu uma visão mais abrangente sobre os territórios impactados pela atividade minerária. “A mineração é extremamente importante para Minas Gerais. As mudanças que vêm sendo implementadas após os desastres já ocorridos são fundamentais, mas podemos avançar ainda mais, olhando não apenas para a mina em si, mas para todo o território ao seu redor, estruturando ações capazes de evitar novos desastres”.

A programação também contou com apresentações de representantes do Observatório do Código Florestal, da Humana, do Instituto Finclima, da Universidade Federal do Pará (UFPA), do MapBiomas e da The Nature Conservancy (TNC), que compartilharam estudos e experiências voltados à conservação ambiental, à transição econômica sustentável e à proteção dos recursos naturais.

2026.10.23 - Diálogos pelo Clima – Encontro Circular MPMG




 

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