Notícias - ConsumidorProcon-MPMG promove ações de educação para o consumo na região do Vale do Mucuri
Iniciativas realizadas nos dias 18 e 19 de agosto abordaram prevenção a golpes, consumo consciente, atendimento ao consumidor, formação cidadã e aplicação do Código de Defesa do Consumidor








O Procon do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realizou, nos dias 18 e 19 de agosto, uma série de ações educacionais em Teófilo Otoni e Nanuque, na região do Vale do Mucuri. As atividades reuniram estudantes, educadores, consumidores 60+, atendentes de Procons e representantes do comércio em encontros voltados à prevenção de problemas nas relações de consumo, ao conhecimento de direitos e ao fortalecimento da atuação da rede de defesa do consumidor. As iniciativas também alcançaram profissionais dos Procons de Itambacuri, ampliando a integração regional.
As ações foram conduzidas por servidores da Divisão de Educação para o Consumo (Divec) e pela assessora jurídica do Procon-MPMG, com abordagens adaptadas aos diferentes públicos. A programação incluiu as palestras “60+: Revelando Direitos e Desarmando Golpes”, “Dia de Pensar na Sociedade de Consumo”, “Atendimento Integrador”, “Procon Mirim” e “Código de Defesa do Consumidor sem Dúvidas: O que todo lojista precisa saber”.
Prevenção
O projeto “60+: Revelando Direitos e Desarmando Golpes” foi realizado na tarde do dia 19, em Nanuque, no Centro de Dirigentes Lojistas (CDL). Conduzido pela servidora do MPMG Deiser Roscoe, o encontro reuniu aproximadamente 50 idosos, que participaram ativamente da atividade, compartilhando experiências e dúvidas sobre situações como golpes envolvendo Pix, empréstimos não solicitados e venda casada. A palestrante apresentou orientações práticas para ajudar o público a identificar situações de risco, proteger seus dados e tomar decisões mais seguras nas relações de consumo.
A iniciativa integra projeto do Procon-MPMG voltado à prevenção de golpes e à promoção da autonomia da população com mais de 60 anos. Em ações anteriores, a proposta tem estimulado a participação do público, inclusive com relatos de experiências relacionadas a fraudes e práticas abusivas.
Em Teófilo Otoni, cerca de 80 jovens da Escola Pequeno Príncipe participaram, no dia 18, do “Dia de Pensar na Sociedade de Consumo”, conduzido pela servidora da Divisão de Educação para o Consumo (Divec) Cláudia Raposeiras. A atividade propôs uma reflexão sobre hábitos de consumo, influência da publicidade e a necessidade de avaliar criticamente ofertas e recomendações recebidas, especialmente nas redes sociais.
Já em Nanuque, a iniciativa foi realizada no dia 19, na Escola Estadual Antônio Batista da Mota, onde 120 jovens participaram da palestra. O projeto busca estimular os estudantes a refletirem sobre suas escolhas, identificando quando uma decisão de compra atende a uma necessidade real ou é resultado de impulso ou influência externa.
A proposta é contribuir para a formação de consumidores mais conscientes, críticos e responsáveis. Em experiências anteriores, Cláudia Raposeiras destacou que os estudantes costumam trazer situações vivenciadas por familiares, como problemas relacionados ao endividamento, ofertas enganosas e sites falsos, demonstrando a importância de ampliar a educação para o consumo entre os jovens.
Atendimento integrador
Também em Teófilo Otoni, atendentes locais dos Procons e de Nanuque e Itambacuri participaram, no dia 18, da palestra “Atendimento Integrador”, realizada no auditório da Promotoria de Justiça. Conduzida por Deiser Roscoe, a capacitação reuniu dez profissionais e trabalhou temas relacionados à inteligência emocional, comunicação, acolhimento e manejo das emoções presentes no atendimento ao consumidor.
A proposta foi mostrar que a qualidade do atendimento não depende apenas do conhecimento técnico. Em situações de conflito ou frustração, a escuta, a comunicação clara e o equilíbrio emocional podem contribuir para reduzir tensões, estabelecer limites de forma respeitosa e favorecer a busca por soluções.
A programação também contemplou o público infantil. Em Teófilo Otoni, a equipe apresentou o Procon Mirim a educadores e multiplicadores da Escola Municipal Irmã Maria Amália, com o objetivo de incentivar a implementação do programa no município.
Voltado a crianças de 7 a 12 anos, o Procon Mirim promove, desde a infância, conhecimentos sobre direitos e deveres nas relações de consumo, além de valores como responsabilidade, ética e cidadania. A estratégia inclui a formação de educadores para que o conteúdo seja multiplicado em sala de aula, com apoio de materiais pedagógicos produzidos pelo Procon-MPMG.
Em Nanuque, a ação chegou diretamente aos estudantes da Escola Municipal Américo Machado. Cerca de 50 crianças do 2º ao 5º ano participaram de uma conversa conduzida por Cláudia Raposeiras sobre consumo e consumismo, influência da publicidade, informações presentes nos rótulos, validade e condições das embalagens e importância de conhecer os direitos do consumidor.
Segundo a educadora Liliane da Silva Santos, diretora da escola, a atividade contribuiu para desenvolver nas crianças um olhar mais consciente e responsável sobre as escolhas do cotidiano. Ela também destacou a cartilha “Procon Mirim: formando consumidores conscientes” como um recurso que ajuda a levar o aprendizado para além da sala de aula e para dentro das famílias.
Encerrando a programação, Nanuque recebeu, na noite do dia 19, a palestra “Código de Defesa do Consumidor sem Dúvidas: O que todo lojista precisa saber”, realizada na CDL. A atividade foi conduzida pela assessora jurídica do Procon-MPMG Regina Sturm e reuniu lojistas e representantes do comércio local.
A conversa abordou situações presentes no cotidiano dos estabelecimentos comerciais, como troca de produtos, direito de arrependimento nas compras realizadas fora do estabelecimento, garantias, produtos com defeito, precificação, ofertas e publicidade, atendimento ao consumidor, formas de pagamento e compras por encomenda ou de produtos personalizados.
Segundo Regina Sturm, a proposta foi transformar as dúvidas dos próprios fornecedores em ponto de partida para uma conversa prática sobre a aplicação do Código de Defesa do Consumidor. “Quando o participante traz a própria experiência, o conteúdo deixa de ser abstrato e passa a fazer sentido na prática”.
A assessora também afirmou que a informação clara pode prevenir conflitos. “Em muitas situações, uma informação clara desde o início pode evitar que o problema aconteça ou impedir que uma dúvida se transforme em conflito” concluiu.
