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No Anfiteatro do Expominas, em Teófilo Otoni-MG, foi realizado o Encontro do Ministério Público com os Movimentos Sociais e a Sociedade Civil Organizada do Vale do Mucuri, iniciativa da Ouvidoria do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Apoio Comunitário, Inclusão e Mobilização Sociais (CAO-Cimos) e de sua Coordenadoria Regional do Vale do Mucuri. 

O encontro teve por finalidade promover o diálogo entre o MPMG e os movimentos sociais, comunidades tradicionais e organizações da sociedade civil, proporcionando a apresentação de demandas relacionadas à promoção e à efetivação de direitos fundamentais, bem como permitindo ao Ministério Público conhecer diretamente a realidade dos territórios e planejar sua atuação institucional a partir das necessidades apresentadas pela população. 

Estiveram presentes na composição da mesa o coordenador do CAO-Cimos, promotor de Justiça Paulo César Vicente de Lima, o prefeito de Teófilo Otoni, Fábio Marinho, o coordenador do CAOs, procurador de Justiça Afonso Henrique de Miranda Teixeira, e a coordenadora regional da CIMOS do Vale do Mucuri, promotora de Justiça Úrsula Oliveira da Cunha. Também integraram a mesa o chefe do Escritório de Representação do Ministério Público Federal (MPF) em Teófilo Otoni, Rodrigo Otávio da Silva Horta, além de lideranças regionais como Sueli Maxakali, Josiany Vieira de Souza, Jailton Santos Silva e Talita Dantas. 

Apoximação

Na abertura dos trabalhos, a promotora de Justiça Úrsula Oliveira da Cunha ressaltou que os movimentos sociais frequentemente enfrentam dificuldades de acesso às instituições públicas decorrentes da burocracia e da logística do Vale do Mucuri. Segundo a coordenadora regional, a iniciativa busca aproximar a instituição da realidade local, destacando que "o Ministério Público deve estar presente nos territórios, sair dos gabinetes e colocar-se à disposição da população". 

As lideranças presentes puderam apresentar diretamente as principais reivindicações de seus territórios aos membros do Ministério Público. Representantes indígenas e quilombolas expuseram problemas de infraestrutura, estradas rurais, acesso à saúde, segurança alimentar e valorização do Programa de Aquisição de Alimentos. Da mesma forma, trabalhadores da coleta seletiva e entidades voltadas à saúde animal, educação, juventude e direitos humanos abordaram os desafios enfrentados em suas comunidades. 

Durante sua manifestação, o coordenador do CAO-Cimos, Paulo César Vicente de Lima, ressaltou os projetos de preservação e segurança alimentar desenvolvidos na região e defendeu a aproximação constante com a sociedade civil. O promotor de Justiça afirmou que "a atuação do Ministério Público deve ser construída a partir da realidade dos territórios e da escuta das pessoas", destacando que a instituição atua de forma conjunta com os movimentos para identificar problemas e construir soluções. 

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Ministério Público de Minas Gerais

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