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O Tribunal do Júri de Conselheiro Pena condenou a 32 anos de prisão, em regime fechado, um homem acusado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) de matar a ex-companheira com 18 facadas e golpes de martelo, na frente do filho dela, à época com três anos de idade. O crime ocorreu em dezembro de 2023, no bairro São Vicente, e o julgamento foi realizado no último dia 18. 

Conforme a denúncia apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Conselheiro Pena, o homem não aceitou o término do relacionamento e surpreendeu a vítima enquanto ela estava na cozinha de casa. O crime foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da ofendida, em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. Todas essas qualificadoras foram reconhecidas pelo conselho de sentença. 

Além dos crimes relacionados ao feminicídio, o réu também foi condenado por desobedecer a ordem legal de policiais militares durante tentativa de fuga. Segundo a denúncia, após o homicídio, ele deixou o enteado na frente da casa do padrasto da vítima e tentou escapar pela zona rural do município, ignorando a determinação dos agentes de segurança para que parasse. 

A atuação do MPMG no julgamento ficou a cargo do promotor de Justiça Rodrigo Moura Nunes, responsável pela denúncia. O réu segue preso e não terá direito de recorrer em liberdade. 

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Ministério Público de Minas Gerais

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