Notícias - Direitos HumanosMPMG promove ciclo de formação para adolescentes com foco em trabalho e equidade racial






O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Coordenadoria de Combate ao Racismo e Outras Formas de Discriminação (Ccrad), deu início nesta terça-feira, 18 de agosto, às atividades do projeto Ciclo "Fortalecer trajetórias para o mundo do trabalho". A iniciativa é voltada para os adolescentes trabalhadores da instituição, em sua maioria jovens negros, oriundos de famílias de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social, e promove uma formação integral que articula arte, cultura, educação e qualificação profissional sob uma perspectiva antirracista.
O primeiro encontro do ciclo aconteceu na sede do cursinho pré-vestibular Educafro, onde os jovens conheceram a estrutura do local e conversaram sobre o acesso ao ensino superior. Os estudantes ainda conhecerão outros quatro espaços de Belo Horizonte, incluindo Cine-Debate no Cine Santa Tereza, com o Projeto Pretança, Centro Universitário UNA, no Campus Aimorés, Fundação Internacional de Capoeira Angola (Fica) e o Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos (Muquifu). Em cada etapa, a educação será trabalhada a partir de um lugar de fala distinto, permitindo que os temas se entrecruzem e ampliem os horizontes dos participantes.
De acordo com a coordenadora da Ccrad, promotora de Justiça Nádia Estela Ferreira Mateus, a proposta busca ir além do mercado de trabalho tradicional e incentivar o protagonismo dos jovens. "Atividades como esta servem para os adolescentes abrirem caminhos, buscar novas portas de trabalho e modos de vida", destacou.
Outro pilar essencial da iniciativa, segundo a promotora de Justiça, é o fortalecimento da identidade e da representatividade, ao permitir que os participantes vejam adultos negros ocupando posições de liderança e referência.
A analista do MPMG Mariana De Paula Alves enfatiza esse impacto ao apontar que o projeto busca "mostrar caminhos distintos de possibilidades para a vida adulta" e reforça a importância de "mostrar para esses adolescentes projeções positivas sobre os seus próprios corpos a partir da sua raça e cor", permitindo que eles se enxerguem ocupando espaços de poder e dignidade.
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