Notícias - FundaçõesCiclo de Fomento discute os desafios da remuneração de funcionários no contexto das organizações da sociedade civil
No dia 27 de agosto, foi realizado mais um encontro do Ciclo de Fomento, que trouxe um painel de debate sobre o tema “Remuneração de funcionários: desafios e soluções no contexto das organizações da sociedade civil”. O evento aconteceu no Salão Vermelho da Procuradoria-Geral de Justiça, em Belo Horizonte, reunindo representantes de organizações da sociedade civil, especialistas em gestão e autoridades públicas.
O promotor de Justiça Francisco Angelo Silva Assis, coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Velamento de Fundações e às Alianças Intersetoriais (CAO-TS), abordou os aspectos legais que envolvem a remuneração nas organizações da sociedade civil, reforçando a importância da conformidade e da transparência na gestão.

“Velar pelas fundações vai além da fiscalização: é garantir transparência, boa governança e a prestação de serviços de qualidade. O foco deve estar no cumprimento do serviço, e não apenas nas despesas. Muitas vezes, excesso de burocracia e preconceitos sobre o uso de recursos comprometem a sustentabilidade das instituições, por isso cabe ao Ministério Público buscar o equilíbrio necessário para que elas cumpram sua função” explicou.
A mediação do painel foi conduzida por Aline Seoane, diretora executiva do CeMAIS, que destacou a importância de garantir os direitos das pessoas nas organizações e de aprimorar a gestão por meio de uma remuneração adequada. Ela ressaltou que, embora o tema ainda seja um tabu, o Ciclo de Fomento oferece um espaço valioso para ampliar o diálogo.
Vanderley Soela, doutor em Administração, também participou do evento, destacando a importância da valorização do colaborador, da liderança e da gestão profissionalizada. Segundo ele, estruturar a organização internamente e planejar a curto, médio e longo prazos aumenta a credibilidade e a atração de parceiros e investidores.
“Sem isso, é muito difícil estabelecer boas parcerias. Essas iniciativas de mobilização e profissionalização são um campo fértil para que as organizações sociais façam ainda melhor aquilo que já sabem fazer bem”, completou.
A coordenadora das áreas de Cargos, Salários e Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO) do Grupo Carbel, Jéssica Moreira, apresentou caminhos para a construção de modelos de remuneração e dinâmicas de trabalho mais atraentes, produtivas e humanas. Ela destacou conceitos como remuneração total e salário emocional, ressaltando a importância da personalização na hora de definir benefícios e salários dentro das organizações.
Com a participação do público, o Ciclo de Fomento de agosto foi um espaço de aprendizado e troca de experiências entre o meio institucional e as organizações da sociedade civil.

Ministério Público de Minas Gerais
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