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Com a participação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o projeto Tenda Lilás Mulher é uma ação de comunicação pública que conta com espaços de diálogo, escuta e mobilização social nas diferentes regiões do país, tendo como símbolo central a tenda “Espaço de acolhimento, formação e integração das políticas públicas do Ministério das Mulheres”, do Governo Federal. Os atendimentos tiveram início em Belo Horizonte nessa terça-feira, 2 de junho, e seguem até esta quarta-feira, 3, na Praça Sete, no hipercentro da capital, até as 19h – estrutura montada em frente a Unidade de Atendimento Integrado (UAI).

Nessa terça-feira, a ministra das mulheres, Márcia Helena Carvalho Lopes, a promotora de Justiça, Denise Guerzoni Coelho, coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (CAO-VD), servidores do MPMG, representantes da Defensoria Pública, assistentes sociais, psicólogas, entre outros profissionais participaram das atividades na Tenda Lilás.

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Conforme a ministra, o projeto vai para as praças, rodoviárias, estações de metrô, clubes esportivos, estádios de futebol entre outros lugares para conversar com a população. “Às vezes pensamos que sabemos o que acontece na realidade. Porém, ouvindo as pessoas nesses locais é diferente. Essa tenda tem isso. Ela cria uma metodologia de comunicação com quem está passando na rua. Nós tivemos essa primeira experiência lá na Rodoviária de Brasília e deu muito certo. É um espaço de acolhimento, afeto, orientação e de estímulo às denúncias”.

Ainda segundo Márcia Lopes, a ideia do projeto não é diminuir a violência contra a mulher. “Nós queremos erradicar, eliminar. Não é possível que uma mulher morra por ser mulher, pelo ciúme, pela disputa, pelo desrespeito, porque ela deixou de amar o parceiro. As mulheres têm o direito das suas escolhas, tem que ter liberdade, tem que ser respeitadas. Não podemos permitir isso, como agentes públicos que somos responsáveis pela vida da população. Queremos mulheres vivas e sem violência”.

Sobre a participação do MPMG no projeto Tenda Lilás, a promotora de Justiça, Denise Guerzoni, explica que o CAO-VD “leva às mulheres informações com relação à campanha ‘A violência que os olhos não veem’, que dá privilégio às informações da violência psicológica, a campanha ‘Cartão vermelho ao feminicídio’, que traz uma cartilha explicativa contra a violência doméstica, o assédio e o racismo. Nosso objetivo aqui é orientar, acolher e, eventualmente, agendarmos atendimentos para que as demandas aqui apresentadas sejam encaminhadas aos promotores de Justiça”.

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Ainda de acordo com Guerzoni, “a Tenda Lilás é um equipamento de proteção itinerante para que as mulheres tenham acesso e conheçam os seus direitos. E o MPMG está aqui para isso, para se colocar ao lado dessa demanda. Para além disso, temos também os canais de pedido de ajuda e orientação. A Ouvidoria do MPMG atende por meio do telefone 127. O telefone 180, que funciona sete dias por semana, 24 horas por dia, é da Central de Atendimento à Mulher. Temos ainda o 181, que é um equipamento também de resposta do governo estadual, além do 190, da Polícia Militar de Minas Gerais. Todos esses canais são disponibilizados para que a mulher possa formalizar a sua demanda, ser acolhida e orientada”.

Tenda Lilás
Mais do que uma estrutura física, a iniciativa é uma ação com presença institucional pública e privada e dos movimentos sociais de mulheres, que busca assegurar informações à população por meio de uma abordagem direta, nas ruas das cidades brasileiras.

Realizar ações de comunicação pública com informações sobre direitos e políticas públicas para mulheres, executadas pelos entes federados, sendo a Tenda Lilás Mulher referência de espaço itinerante e simbólico desta ação, uma vez que articula o Ministério da Mulher com governos estaduais, municipais, instituições públicas e privadas e movimentos sociais em torno da mobilização social em campanhas de interesse da sociedade em geral.

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A fim de alcançar o objetivo de dialogar com a população, a metodologia deve considerar uma dinâmica que favoreça uma maior interação entre os sujeitos. Para tal, deve ser observado e considerado com rigor o tempo de realização da atividade, localização, o perfil das pessoas envolvidas na oferta da ação e a capacitação delas, a qualidade visual e pedagógica dos materiais a serem distribuídos, a realização de eventos e atividades culturais que cativem e falem com o coração e mente das e dos transeuntes.

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Avaliação
A Tenda Lilás Mulher não se encerra com uma única temporada, já que ela se propõe a ser um espaço de interlocução para quebra de paradigmas. Por isso, toda a ação, ao final, será avaliada com os parceiros. Devem ser observadas: a forma como as informações sobre as políticas públicas voltadas às mulheres foram disseminadas; a redução das desigualdades informacionais; a consolidação da Tenda Lilás Mulher como símbolo de mobilização e acolhimento; o fortalecimento das redes locais de mulheres e da comunicação popular; a percepção do sentimento de acolhimento e proteção pelos organismos institucionais entre outros aspectos.

Projetos e campanhas do MPMG


Canal MPMG Cidadania: Alerta Lilás, Defesa da Mulher e Cartão vermelho ao Feminicídio



Página: Alerta Lilás - Saúde da Mulher como Prevenção ao Feminicídio


Tenda Lilás - 02.06.2026

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Ministério Público de Minas Gerais

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