Notícias - Apoio às VítimasProjeto Laudelina forma nova turma de camareiras e reforça autonomia de mulheres em situação de vulnerabilidade
Trinta e cinco mulheres concluíram a segunda etapa da capacitação promovida pelo MPMG em parceria com o TJMG, o Senac, o Instituto Por Elas e o RIB-MG









O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) celebrou, nesta quarta-feira, 6 de agosto, a formatura da segunda turma do curso de Camareira do Projeto Laudelina. A cerimônia, realizada na Procuradoria-Geral de Justiça, em Belo Horizonte, reuniu representantes das instituições parceiras, autoridades, familiares e formandas.
O projeto Laudelina é desenvolvido pela Casa Lilian, do MPMG, em parceria com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), o Registro de Imóveis do Brasil (RIB-MG) e o Instituto Por Elas, com apoio da rede Accor de hotéis. O projeto homenageia Laudelina de Campos Melo, pioneira na luta pelos direitos das trabalhadoras domésticas no Brasil.
Durante a solenidade, foram entregues os certificados de conclusão a 35 participantes da capacitação profissional. A formação tem como objetivo ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho, fortalecendo a autonomia financeira e a reconstrução de projetos de vida de mulheres em situação de vulnerabilidade e violência doméstica.
“O projeto Laudelina nunca pretendeu oferecer uma resposta simplista para um problema complexo. Não estamos dizendo que o curso profissionalizante, por si só, rompe com o ciclo de violência, mas estamos ajudando a tirar uma das barreiras que limitam a autonomia da mulher”, afirmou a coordenadora da Casa Lilian, promotora de Justiça Ana Tereza Giacomini.
Em nome da turma falou a formanda Soraia Silva, que agradeceu a oportunidade e incentivou as colegas de curso a não deixarem que o passado defina o futuro delas. “Não enxerguem esse certificado apenas como um papel, mas como uma porta que se abriu. A nossa história pode ter tido um capítulo difícil, mas nós podemos escrever capítulos novos”, disse.
Já a procuradora-geral de Justiça adjunta jurídica, Reyvani Jabour Ribeiro, representando o procurador-geral de Justiça, Paulo de Tarso Morais Filho, disse que a violência nunca vai definir quem uma mulher é. “A violência pode atravessar uma história, ferir, interromper planos, ou até fazer uma mulher duvidar de si mesma, mas ela jamais terá o direito de escrever o final da história. Hoje, estamos, nesse espaço, vendo mulheres que escolheram continuar escrevendo a própria história”, disse.
O evento foi transmitido pela TVMP:
