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Ação mira grupo suspeito de participação em diversos homicídios ocorridos recentemente na região, inclusive de uma execução realizada dentro das dependências da APAC de Viçosa.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), regional da Zona da Mata, e da 4ª Promotoria de Justiça de Viçosa, e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) deflagraram, na manhã desta quarta-feira, 4 de março, a operação Arlequina II. A ação tem o objetivo de desarticular organização criminosa atuante na cidade de Viçosa e região, suspeita de participação em diversos homicídios ocorridos recentemente na microrregião, inclusive de uma execução realizada dentro das dependências da APAC de Viçosa.

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Foram cumpridos nesta manhã mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva contra integrantes da facção investigada. Também houve a prisão em flagrante de duas pessoas, sendo apreendidos artefatos explosivos, diversas munições, um revólver calibre .38, uma espingarda calibre .20, uma capa de colete, uma balança digital e quatro aparelhos celulares, entre outros materiais de interesse às investigações.

Até hoje, nas duas fases da Operação Arlequina, já foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão, todos expedidos pelo Poder Judiciário da Comarca de Viçosa, a pedido do MPMG.

Mais detalhes sobre os resultados da operação serão divulgados ao longo do dia.

Relembre o caso

A primeira fase da Operação Arlequina foi realizada em 25 de setembro de 2025, com o objetivo de capturar a principal traficante da região de Viçosa e seu grupo, suspeitos de envolvimento com uma organização criminosa interestadual e da realização de planejamento para executar policial penal atuante na Zona da Mata mineira. A ação, conduzida pelo Gaeco, em conjunto com a Polícia Militar, cumpriu 15 mandados de busca e apreensão, sete mandados de prisão preventiva e um mandado de interdição de um imóvel utilizado pela facção para fins criminosos, nos Municípios de Viçosa e Cajuri.

Na ação, foram apreendidas armas de fogo, munições, grande variedade de substâncias entorpecentes, dentre outros materiais de interesse às investigações. Durante as diligências, a líder do grupo criminoso reagiu à abordagem policial e acabou falecendo em decorrência do confronto.

Participam da operação cerca de 80 policiais militares, servidores do Ministério Público e quatro promotores de Justiça.

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Ministério Público de Minas Gerais

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