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A ação resultou na prisão em flagrante do responsável pelo empreendimento investigado e na apreensão de cerca de 160 animais de 18 espécies diferentes, como araras canindé, araras macau, papagaios verdadeiros, papagaios do congo, cacatuas brancas, cacatuas galah, tucanos de bico preto, tucanos toco, emus, cervos russa, quatis, veados catingueiros, cutias, pacas, grous, jibóias, saguis e escorpiões imperadores.

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Operação conjunta com MPMG flagrou venda ilegal de animais silvestres pela internet em Ribeirão das Neves. Cerca de 160 animais foram resgatados e o responsável pelo local foi preso.  
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Gustavo Amaral/MG
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Mais de 40 servidores públicos participaram da operação, entre fiscais, analistas ambientais, peritos e policiais civis e militares
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e com apoio Coordenadoria Estadual de Defesa dos Animais (Ceda), participou da Operação Tráfico Digital, realizada nos dias 12 e 13 de maio. A ação resultou na prisão em flagrante do responsável pelo empreendimento investigado, na apreensão de cerca de 160 animais de 18 espécies diferentes e na lavratura de multa administrativa. Mais de 40 servidores públicos participaram da operação, entre fiscais, analistas ambientais, peritos e policiais civis e militares.

O MPMG obteve o mandado de busca e apreensão que viabilizou a operação, após análise de relatório técnico produzido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). As investigações tiveram origem no monitoramento digital de perfis do empreendimento "Mini Rancho Neverland" no Instagram, com mais de 580 mil seguidores, onde eram feitas publicações regulares de animais silvestres e exóticos em contexto indicativo de comercialização irregular. As apurações identificaram ainda indícios de que os animais eram vendidos pela internet para compradores em diferentes regiões do Brasil.

A fiscalização foi conduzida de forma integrada com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), a Polícia Civil (PCMG) e a Polícia Militar (PMMG). As equipes encontraram animais em condições de maus-tratos, mantidos em ambientes superlotados e sem documentação regular. Foram identificadas ainda irregularidades nos sistemas de identificação dos espécimes, com indícios de clonagem e reutilização de anilhas, microchips e notas fiscais. Entre as espécies encontradas estavam araras canindé, araras macau, papagaios verdadeiros, papagaios do congo, cacatuas brancas, cacatuas galah, tucanos de bico preto, tucanos toco, emus, cervos russa, quatis, veados catingueiros, cutias, pacas, grous, jibóias, saguis e escorpiões imperadores.

Os animais foram encaminhados ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) e a mantenedores habilitados, onde receberão atendimento adequado e passarão por avaliação técnica.

Entre os animais domésticos encontrados em situação de maus-tratos estavam ainda três cabras e uma alpaca, que morreu no local durante a operação. Também foi localizado o cadáver de uma ovelha. Os dois cadáveres foram encaminhados para necropsia pela Polícia Civil de Minas Gerais, que irá apurar as causas das mortes. As cabras forma encaminhadas para atendimento em hospital veterinário. 

Parte das perícias sobre espécies domésticas encontradas no local ainda está em análise complementar. Além dos animais, foram apreendidos aparelhos celulares, computadores, dispositivos de armazenamento, documentos e máquinas de cartão.

O responsável pelo local foi autuado em flagrante por maus-tratos e outros crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais, incluindo manutenção de animais silvestres em cativeiro sem autorização e introdução de espécimes no país sem licença ou parecer técnico oficial. A prisão foi convertida em preventiva pelo Poder Judiciário. A multa administrativa, ainda em processo de lavratura — fase em que os valores são calculados e formalizados pelos órgãos competentes —, deve chegar a R$ 1,2 milhão. As investigações permanecem em andamento.

Proteção da biodiversidade e bem-estar animal

Minas Gerais abriga uma das maiores biodiversidades do Brasil, e crimes relacionados ao tráfico de fauna representam uma ameaça direta à conservação das espécies. A retirada irregular de animais da natureza pode provocar impactos severos, como desequilíbrio ecológico, redução da variabilidade genética e comprometimento de cadeias naturais essenciais para os ecossistemas.

Foto de capa: Robson Santos/Semad

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Ministério Público de Minas Gerais

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