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Será concedida entrevista coletiva hoje, 6 de maio, às 10h30, na sala de imprensa da Polícia Rodoviária Estadual (rua Rui Barbosa, 642, bairro Santa Terezinha, Juiz de Fora), com a presença do governador de Minas, Mateus Simões, e do procurador-geral de Justiça, Paulo de Tarso Morais Filho

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio das Promotorias de Combate ao Crime Organizado de Juiz de Fora e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Polícia Militar, deflagrou nesta quarta-feira, 6 de maio, a terceira fase da operação Ícaro, com o objetivo de desmantelar estrutura da facção Comando Vermelho na Zona da Mata.

As ordens judiciais, expedidas pelas quatro Varas Criminais de Juiz de Fora, miram a asfixia financeira e a desarticulação de lideranças, sendo cumpridos, ao todo, mais de 200 mandados em Juiz de Fora, Eugenópolis, Matias Barbosa e na cidade do Rio de Janeiro. No total são, 60 mandados de prisão, 80 de busca e apreensão, 66 mandados de sequestro de veículos e R$ 8,4 milhões em valores e bens bloqueados.

A operação ataca desde as lideranças estaduais concentradas em Juiz de Fora até os núcleos de lavagem de dinheiro, gerentes operacionais e "disciplinas" regionais, que são integrantes responsáveis por monitorar o comportamento de membros da facção e até de moradores da comunidade.

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Segundo o MPMG, esta fase consolida a maior operação já realizada contra esta organização criminosa na cidade de Juiz de Fora, sendo fruto de uma investigação qualificada conduzida pelo Gaeco, que mapeou a hierarquia e o fluxo financeiro do grupo. Com base em provas produzidas na investigação foram apresentadas nove denúncias contra diversos núcleos e células vinculadas ao Comando Vermelho que controlam, ao menos, cinco bairros espalhados nas diversas regiões de Juiz de Fora.

O cumprimento dos mandados mobiliza um aparato de elite das forças de segurança mineira, com apoio da Polícia Civil e da Polícia Penal. A Polícia Militar de Minas Gerais empenhou unidades de resposta especial e policiamento especializado, sendo:

Efetivo da capital: Comando de Missões Especiais (com atuação do Bope, Rotam e Choque); Diretoria de Operações (apoio do Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos); e Comando de Policiamento Especializado (com emprego do Policiamento Ambiental - Gepam e Grupo Tático Rodoviário - GTR).

Efetivo de Juiz de Fora: ações coordenadas pelo 2º BPM, 27º BPM, 47º BPM e a 4ª Cia Ind PE.

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A força-tarefa conta ainda com cinco promotores de Justiça, 13 agentes do Gaeco de Juiz de Fora, 40 agentes da Polícia Civil (Departamento de Operações Especiais e Delegacia Regional de Juiz de Fora) e 24 agentes da Polícia Penal (Comando de Operações Especiais e setor de Inteligência do Departamento Penitenciário de Minas Gerais - Depen).

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O nome "Ícaro" reflete a tese da investigação: a tentativa de voo audacioso da facção para se estabelecer em Minas Gerais culmina agora em sua queda abrupta. A integração entre a investigação qualificada do Ministério Público e a força ostensiva e especializada das polícias reafirma que não há espaço para a consolidação de facções externas em território mineiro.


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Ministério Público de Minas Gerais

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