Notícias - Inclusão e Mobilização SociaisMPMG realiza encontro no Quilombo de Serrinha, em Frutal, para marcar um ano de atuação da Rede de Acompanhamento
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realizou, no último sábado, 25 de abril, a 5ª reunião da Rede de Acompanhamento da Comunidade Quilombola de Serrinha, em Frutal, no Triângulo Mineiro. O encontro marcou um ano de atuação da iniciativa, criada em abril de 2025.

A ação é conduzida pelas 1ª e 2ª Promotorias de Justiça de Frutal, com apoio da Coordenadoria Regional de Apoio Comunitário, Inclusão e Mobilização Sociais (Cimos-TGL), e integra o programa Próximos Passos, desenvolvido em parceria com o Governo de Minas.
A reunião foi realizada no próprio território quilombola, na zona rural do município, com a participação de moradores da comunidade - incluindo quilombolas que vivem na área urbana - e representantes de instituições públicas e parceiras.

Participaram também a a coordenadora da Cimos-TGL, Carolina Marques Andrade; a promotora de Justiça de Frutal, Angélica Pollyanna Queiroz de Medeiros; a assessora técnica da Cimos, Amanda Cristina Gonçalves; além de representantes da Procuradoria do Município, das Secretarias Municipais de Meio Ambiente, do Produtor Rural e de Assistência Social, da Defesa Civil, da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) – Unidade Frutal, da Emater, da Polícia Militar e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Frutal e Comendador Gomes.
Durante a abertura, a promotora de Justiça Angélica Pollyanna Queiroz de Medeiros destacou a importância da realização do encontro no território, o que permite maior aproximação com a realidade da comunidade e contribui para a construção de soluções mais efetivas.
O encontro também contou com uma apresentação de jovens da comunidade, que compartilharam reflexões sobre a história do quilombo e a identidade quilombola, reforçando o sentimento de pertencimento e resistência.

Conquistas
Durante a reunião, foram apresentadas iniciativas voltadas ao fortalecimento da comunidade. A Secretaria Municipal do Produtor Rural entregou um trator à associação local, que será utilizado nas atividades produtivas, especialmente no trabalho da carvoaria. A conquista foi celebrada pelos presentes, e a presidente da Associação do Quilombo da Serrinha, Rosicler da Silva, fez um agradecimento emocionado.
A UEMG – Unidade Frutal anunciou a doação de 56 mudas de espécies nativas do cerrado, dentro do projeto “Flores e Frutos para o Cerrado”. Além disso, a diretora Karol Lourenço Castanheira anunciou o desenvolvimento de três pesquisas acadêmicas envolvendo a comunidade, nas áreas de jornalismo e direito.
A Defesa Civil realizou vistoria preliminar em construções do território, que fazem parte do conjunto paisagístico tombado como patrimônio cultural municipal, contribuindo para a definição de medidas voltadas à sua preservação. Já a Emater informou que fará o cadastramento das famílias e o acompanhamento técnico da comunidade, a partir de um diagnóstico das principais demandas e potencialidades locais.

A atividade possibilitou às promotoras de Justiça uma aproximação com o território, ampliando a compreensão das dificuldades enfrentadas pela comunidade e a observação de aspectos do modo de vida local, como moradias, quintais produtivos, fornos para produção de carvão e uma roda d’água ainda em funcionamento.
Ao final, foi realizado um momento de escuta, com apresentação de demandas e definição de temas prioritários para discussão e encaminhamento no âmbito das ações da Rede.
A coordenadora da Cimos-TGL, Carolina Marques Andrade, destacou que a atuação conjunta entre instituições e comunidade tem contribuído para a construção de soluções mais efetivas e sustentáveis, reforçando o compromisso do Ministério Público com a promoção dos direitos das populações tradicionais.
Próximos Passos
A ação integra o Programa Próximos Passos, iniciativa do MPMG coordenada pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Apoio Comunitário, Inclusão e Mobilização Sociais (CAO-Cimos). A iniciativa tem como objetivo promover os direitos de povos e comunidades tradicionais em Minas Gerais, por meio da articulação entre poder público, sociedade civil e instituições parceiras.
