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A Justiça decidiu pela pronúncia — decisão que envia o caso ao Tribunal do Júri — de dois homens, de 26 e 43 anos, denunciados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 7ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, pelos crimes de tentativa de homicídio, tortura e corrupção de menores. O crime ocorreu em 1º de maio de 2025, no bairro Taquaril, na região Leste de Belo Horizonte. Um homem e sua irmã, apontados como mandantes e com ligação ao Comando Vermelho, também foram denunciados, mas o processo foi desmembrado por estarem foragidos da Justiça. Um adolescente de 16 anos, sobrinho deles, também teria incentivado o crime.

De acordo com a denúncia do MPMG, o principal mandante teria ordenado, por videochamada feita do estado do Rio de Janeiro, que os dois réus assassinassem a vítima. O motivo seria a disputa pelo tráfico de drogas no Taquaril e a posse de uma casa na região. A ordem veio acompanhada da exigência de que a vítima fosse torturada para revelar o paradeiro de rivais. A irmã e o sobrinho do mandante também participaram da videochamada, incentivando a execução do crime.

Os réus capturaram a vítima, que foi torturada física e psicologicamente com socos, chutes e coronhadas por cerca de uma hora. Durante as agressões, o mandante chegou a conversar com a vítima por videochamada, afirmando que ela morreria. Em seguida, a vítima foi amordaçada e levada para um local ermo para ser morta e enterrada, o que não aconteceu porque policiais militares chegaram no momento e impediram a ação. Além dos réus pronunciados, outros homens participaram do crime: dois morreram no dia dos fatos em confronto com a polícia, outros dois morreram em datas posteriores e três ainda estão sendo investigados.

Para o MPMG, submeter integrantes de facções criminosas ao Tribunal do Júri é uma resposta institucional necessária diante da preocupação da população com a violência desses grupos.

Processo nº 5104759-44.2025.8.13.0024

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Ministério Público de Minas Gerais

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