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Iniciativa pretende ampliar o conhecimento sobre situações como desastres ambientais, indicando possibilidades de melhoria na atuação dos órgãos públicos e respostas mais rápidas e eficazes para a população afetada

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) firmou nesta segunda-feira, 29 de junho, Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), o governo de Minas e a Fundação Dom Cabral (FDC) para produzir conhecimento científico sobre reparação socioambiental e grandes eventos críticos, como as tragédias-crime de Mariana e Brumadinho. 

Juntas, as instituições vão desenvolver estudos e pesquisas para buscar soluções mais eficientes nesses casos, além de compartilhar informações e experiências entre si. A iniciativa pretende ampliar o conhecimento sobre situações como desastres ambientais, indicando possibilidades de melhoria na atuação dos órgãos públicos e respostas mais rápidas e eficazes para a população afetada. 

O coordenador do Núcleo de Acompanhamento de Reparações por Desastres (Nucard) do MPMG, Leonardo Castro Maia, explica que, entre os objetivos da cooperação, estão a produção de conhecimento aplicado, a realização de pesquisas e seminários, nacionais e internacionais, a elaboração de publicações científicas e de um guia metodológico sobre memória escrita dos desastres, além da disseminação de boas práticas relacionadas à governança, à gestão de crises e à reparação socioambiental. 

Segundo o acordo, cada instituição fica responsável por custear a participação de seus profissionais nas atividades previstas, como participações em congressos, publicações de artigos e estudos e ações acadêmicas conjuntas. Também está prevista a troca de dados e informações entre os participantes.  A parceria terá duração inicial de dois anos. 

Gestão de crises 

A medida leva em conta a experiência recente de Minas Gerais com grandes desastres ambientais, que mostraram a importância de integração entre diferentes instituições para garantir respostas mais eficientes e melhores resultados para a sociedade. 

O professor e pesquisador Humberto Falcão Martins, da Fundação Dom Cabral, destacou a relevância de estudos científicos para embasar futuras decisões em caso de novos eventos críticos. “O acordo tem o objetivo de que a Fundação do Cabral possa realizar estudos de pesquisas e sistematizar sobretudo um conhecimento que possa ser útil na gestão de crises, na situação de graves problemas que a sociedade possa enfrentar. O nosso papel é de estudar, decodificar as situações, as decisões, como elas podem ser mais úteis e ágeis e não agir na improvisação do momento, mas sim com conhecimento estruturado”, defendeu. 

Em linha semelhante, o procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Paulo de Tarso Morais Filho, defendeu que haja conhecimento científico consolidado para saber lidar com tragédias socioambientais. “Trabalhamos e atuamos preventivamente para que não aconteçam mais, mas se porventura novos desastres vierem a acontecer, seja aqui no Brasil, seja em Minas Gerais, no Brasil ou no mundo, é importante que tenhamos uma bússola, uma metodologia de como agir nesses momentos de completa urgência”, argumentou. 

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Ministério Público de Minas Gerais

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