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Curso busca transformar os participantes em multiplicadores de metodologias para otimizar a utilização de recursos públicos e disseminar uma cultura de prevenção à corrupção

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Secretaria Nacional de Justiça (Senajus) do Ministério da Justiça e Segurança Pública iniciaram, nesta terça-feira, 17 de março, em Belo Horizonte, o curso avançado do Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para a Recuperação de Ativos e o Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (PNLD). O evento é realizado em parceria com o Observatório de Comunicação Lei.A e ocorre até 19 de março, reunindo cerca de 200 agentes públicos da região Sudeste para discutir temas como crimes cibernéticos, criptoativos e apostas de cota fixa (bets).

A iniciativa é de responsabilidade do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet) e do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) da Senajus. O curso visa transformar os participantes em multiplicadores de metodologias para otimizar a utilização de recursos públicos e disseminar uma cultura de prevenção à corrupção.

Durante a abertura, a coordenadora do Caoet, promotora de Justiça Janaína de Andrade Dauro, destacou a importância da união de esforços. “O programa visa fortalecer a articulação interinstitucional ante a constatação de que somente a conjugação de esforços é capaz de combater organizações criminosas e especialmente transformar prejuízos sociais em investimentos públicos, gerando um impacto direto na sociedade”, afirmou. Segundo a promotora, o módulo propõe um espaço de reflexão voltado aos desafios contemporâneos da criminalidade no ambiente digital.

O procurador-geral de Justiça, Paulo de Tarso Morais Filho, enfatizou o impacto social da corrupção, que desvia recursos vitais da saúde e educação. “É imprescindível que nos empenhemos em desenvolver estratégias eficazes e inovadoras para combater essas práticas nocivas. O fortalecimento institucional e a capacitação contínua dos profissionais envolvidos na prevenção, repressão e recuperação de ativos são passos essenciais para garantir uma atuação mais eficiente e proativa”, ressaltou.

A palestra de abertura foi ministrada pela coordenadora de estratégias da Senajus, Maria Beatriz Pereira dos Santos Amaro, que detalhou o funcionamento da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla). “Sozinhos a gente não consegue. Então a gente tem que unir essas pontas para que o Estado tenha efetivamente mais combate, mais fôlego para atuar frente à criminalidade”, explicou a coordenadora ao abordar a necessidade de uma abordagem integrada.

Maria Beatriz apresentou as dez ações prioritárias da Enccla para o 2026, com foco em setores estratégicos como o imobiliário, de combustíveis e mineração, visando identificar formas de combater a inserção do crime em cadeias lícitas. Entre as metas estão a ampliação da transparência sobre beneficiários finais de empresas e o fortalecimento da prevenção à lavagem no comércio internacional.

Por fim, a palestra abordou a dificuldade de consolidar dados nacionais sobre o montante efetivamente recuperado pelo Estado brasileiro. A especialista mencionou ainda ações para prevenir a lavagem de dinheiro no mercado de artes e antiguidades e a criação de um modelo nacional de dados sobre execução orçamentária para fins de transparência.

O encontro conta com a exposição “A fraude ilustrada - Os crimes contra a ordem econômica à luz da arte”, na Faculdade de Educação Artística (FEA), e terá seu encerramento no dia 19 de março, no Palácio da Liberdade, com foco em casos práticos de crimes cibernéticos.

Fotos Lucas de Godoy/Lei.A

Abertura PNLD Avançado 2026 - 17.03.26

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