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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 7ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, acompanhou nesta quarta-feira, 8 de julho, a reprodução simulada da morte a tiros de um homem em situação de rua, de 60 anos. O autor dos disparos foi um policial civil do Rio de Janeiro que passava férias na capital mineira e que foi denunciado à Justiça pelo MPMG por homicídio. O crime ocorreu na noite de 22 de fevereiro de 2025, no bairro Itapoã, na região da Pampulha. Na época, o policial alegou ter agido em legítima defesa. Para a Promotoria de Justiça, o crime foi praticado por motivo fútil, pelo fato de o policial civil ter se sentido importunado pela vítima.

Além da análise da necropsia que revelou que a vítima foi atingida por cinco disparos, um laudo do Instituto de Criminalística analisou as imagens de uma câmera de segurança próxima. Na conclusão, O laudo aponta que devido à pouca luminosidade, a dinâmica dos fatos não foi completamente desvendada e recomendou a realização da reprodução simulada dos fatos . De acordo com o promotor de Justiça Luciano Sotero Santiago, a reprodução simulada é importante para confirmar a dinâmica do crime. 

“O objetivo foi sanar essas dúvidas. Ontem, de forma inovadora, a Polícia Civil utilizou um novo instrumento de perícia que escaneou todo o local da cena dos fatos para chegarmos à conclusão do que realmente aconteceu”, explicou o promotor.

O novo laudo pericial que será feito a partir da reprodução simulada deve identificar a posição exata em que se encontravam o autor e a vítima, a trajetória dos projéteis e a sequência dos disparos, além de elucidar se o policial agiu ou não em legítima defesa ao atirar contra o homem.

Denúncia

De acordo com a denúncia do MPMG, a vítima, um homem em situação de rua, estava embriagado. O policial havia saído de um restaurante próximo com familiares e caminhava em direção ao seu veículo quando passou ao lado da vítima, que disse algumas palavras que não foram entendidas pelo réu. 

O homem em situação de rua caminhou na mesma direção do policial, ainda dizendo algumas palavras. Nesse momento, o réu sacou a arma e efetuou disparos contra o homem. Cinco deles atingiram a vítima causando a morte.  

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Ministério Público de Minas Gerais

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