Início do conteúdo

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 7ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, denunciou nesta quinta-feira, 2 de julho, três homens — dois de 24 anos e um de 26 — por tentativa de homicídio qualificado durante a realização de um "tribunal do crime" no Aglomerado Taquaril, na região Leste da capital. O crime ocorreu no dia 2 de janeiro de 2026, e o homicídio só não se consumou porque policiais militares chegaram ao local no exato momento em que os acusados se preparavam para executar a vítima.

Segundo a denúncia do MPMG, o acusado mais velho decidiu matar a vítima por acreditar que ela seria abusadora de crianças. O motivo seria o fato de o homem ter convidado algumas crianças da região, inclusive a filha do mandante do crime, para tomar banho de mangueira na semana anterior. A vítima negou qualquer abuso e afirmou que a história foi inventada para prejudicá-la.

Apesar da negativa, os três homens levaram a vítima para uma área de mata densa, junto com outros dois comparsas que ainda não foram identificados. No local, um dos acusados passou a desferir socos e chutes contra o homem, enquanto o segundo o agredia com pauladas. O mandante do crime, por sua vez, passou a ameaçá-lo com uma espada, dizendo que cortaria sua cabeça.

Em meio às intensas agressões, a vítima chegou a ser amordaçada, e o mandante colocou lixo em sua boca. Os militares chegaram ao local em viaturas e com o apoio de um helicóptero no momento exato em que o mandante empunhava a espada para desferir o golpe final e decapitar o homem, o que impediu a consumação do homicídio triplamente qualificado.

A Promotoria de Justiça pediu que os acusados sejam pronunciados para que sejam julgados perante o Tribunal do Júri de Belo Horizonte.

Processo nº 5003065-95.2026.8.13.0024

Fim da notícia

Ministério Público de Minas Gerais

Assessoria de Comunicação Integrada
Diretoria de Conteúdo Jornalístico
jornalismo@mpmg.mp.br
Final do conteúdo