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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou um vereador de Conceiçao das Alagoas, no Triângulo Mineiro, e seis eleitores por integrarem um esquema de compra e venda de votos nas eleições municipais de 2024. Na denúncia, é pedido, além da condenação dos envolvidos pelo crime, o afastamento cautelar do vereador do cargo.  

Para apurar o caso, foi deflagrada a operação “Meu PIX, Seu Voto”, com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Realizada em 2024, a ação apurou um esquema de corrupção eleitoral praticada pelo vereador e os eleitores denunciados. Por meio da quebra do sigilo telefônico, foi possível identificar as tratativas realizadas para a compra dos votos.  

Conforme apurou a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Conceição das Alagoas e o Gaeco, o vereador, candidato à reeleição em 2024, teria oferecido dinheiro, realizado transferências via PIX, fornecido bens e custeado despesas de eleitores em troca de votos e apoio político, valendo-se, em parte, da intermediação de um terceiro já falecido. 

As provas reunidas na investigação incluem conversas extraídas de aparelho celular, áudios, mensagens e registros de transferências bancárias. A interceptação de dados no WhatsApp teria demonstrado que as compras de votos incluíam pagamentos por PIX, ajuda para despesas pessoais, conserto de aparelho de som automotivo e até fornecimento de latas de tinta e caixas de cerveja. 

A denúncia foi apresentada à Justiça Eleitoral, em Conceição das Alagoas. Se condenado pela compra de votos, o vereador poderá cumprir pena de até 20 anos de reclusão, além de perder o cargo. Já os eleitores denunciados, por venderem o voto, poderão receber pena de até quatro anos de reclusão. 

De acordo com o promotor de Justiça Fábio Alves Bonfim, novas linhas de investigações estão sendo realizadas no município para apurar outros eventuais casos de compra e venda de votos ocorridos durante as eleições de 2024. “Se confirmada nova fraude eleitoral, outros políticos e eleitores também serão denunciados por compra e venda de voto”, afirmou Bonfim.  

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Ministério Público de Minas Gerais

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