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Em edição especial, o TV MP Entrevista conversou com o presidente do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) e procurador-geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios, Georges Seigneur, durante a 6ª sessão ordinária do colegiado, realizada em Tiradentes, na região Central do estado.
 
De acordo com Georges Seigneur, a instituição precisa se manter conectada às mudanças da sociedade, atuando de forma moderna, unida e próxima dos cidadãos. De acordo com ele, essa atualização é uma exigência constitucional e uma expectativa social. “Precisamos de um Ministério Público moderno, unido, que acompanhe as transformações sociais e esteja próximo da sociedade”. 
 


Um dos temas centrais abordados foi o uso da inteligência artificial (IA). Seigneur ressaltou que a tecnologia deve ser vista como aliada, e não como substituta da atuação humana. “A inteligência artificial é muito transformadora, mas não é substitutiva. Ela vem para auxiliar o nosso trabalho”, afirmou. Nesse sentido, ele destacou iniciativas de cooperação entre Ministérios Públicos estaduais, como o consórcio para compartilhamento de ferramentas digitais, que já envolve unidades do Distrito Federal, Ceará, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. A proposta busca reduzir custos, evitar duplicidade de esforços e ampliar a eficiência institucional. 
 
A entrevista também trouxe como destaque o tema da autocomposição, instrumento que vem se consolidando como alternativa eficiente para a solução de conflitos. Minas Gerais, com o Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica (Compor), foi citada como referência. Segundo Seigneur, trata-se de uma inovação que moderniza a forma de atuação do Ministério Público. "Autocomposição não é só conversar. Existem técnicas profissionais para isso. É uma nova forma de pensar, que permite entregar resultados mais rápidos e efetivos à sociedade”. 
 
Para o presidente do CNPG, a autocomposição não elimina todos os problemas, mas contribui para reduzir o volume de processos e oferecer respostas mais ágeis à população. “Quando alguém vai ao Ministério Público, não vai porque quer, mas porque precisa. Então, precisamos resolver”, reforçou. 
 
Ao final, Georges Seigneur destacou que a união entre os Ministérios Públicos estaduais, o compartilhamento de experiências e o investimento em soluções conjuntas são fundamentais para consolidar uma atuação mais forte, eficiente e próxima das demandas sociais. 

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Ministério Público de Minas Gerais

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