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De acordo com a especialista em saúde pública e medicina veterinária do coletivo Danielle Ferreira Soares, crescimento da população de cães e gatos em situação de rua representa um desafio para os municípios, especialmente pela falta de responsabilização clara sobre esses bichos. Segundo a entrevistada, além de questões de bem-estar animal, o problema envolve riscos à saúde pública, como a disseminação de zoonoses, impactos ambientais e aumento de acidentes e conflitos urbanos.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) abordou, em mais uma edição do programa TV MP Entrevista, o debate sobre animais comunitários, tema que ganhou destaque após o caso do cão Orelha, em Santa Catarina, que comoveu o país. O programa contou com a participação da professora Danielle Ferreira de Magalhães Soares, da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais(UFMG), especialista em saúde pública e medicina veterinária do coletivo. 


 
Durante a conversa, a entrevistada excplicou que animais comunitários são aqueles que, embora não tenham um tutor definido, criam vínculos com uma comunidade e passam a viver em determinado território, recebendo cuidados como alimentação, água e abrigo. A especialista destacou que esses animais diferem dos abandonados e dos semidomiciliados, e que já existem políticas públicas voltadas à sua proteção. 
 
De acordo com Danielle, o crescimento da população de cães e gatos em situação de rua representa um desafio para os municípios, especialmente pela falta de responsabilização clara sobre esses animais. Segundo a professora, além de questões de bem-estar animal, o problema envolve riscos à saúde pública, como a disseminação de zoonoses, impactos ambientais e aumento de acidentes e conflitos urbanos. 
 
Outro ponto abordado foi a importância do manejo ético populacional, estratégia que inclui ações como cadastro, vacinação, castração e educação da população para reduzir o abandono e controlar o crescimento dos animais. A especialista enfatizou que políticas públicas estruturadas e o engajamento da sociedade são fundamentais para enfrentar o problema de forma eficaz. 
 
Por fim, a entrevista destacou que a convivência harmoniosa entre pessoas e animais depende da atuação conjunta entre poder público e comunidade. A orientação, segundo a professora, é que a população busque informação, participe das ações locais e contribua para práticas responsáveis, garantindo mais saúde, segurança e dignidade para todos. 

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Ministério Público de Minas Gerais

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