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Em edição especial do TV MP Entrevista 140, durante a 38ª reunião da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), em Belo Horizonte, o programa abordou como práticas de consumo podem reforçar a violência de gênero. Na entrevista, a assessora jurídica do Procon do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Regina Sturm, destacou que essa violência também se manifesta de forma estrutural no mercado.


Entre os exemplos apresentados está a “taxa rosa”, quando produtos semelhantes têm preços mais altos para mulheres, além de situações de discriminação em serviços e no acesso a crédito. A entrevista também apontou como essas práticas são muitas vezes naturalizadas, dificultando a identificação e o enfrentamento por parte das consumidoras. 
 
Outro ponto discutido foi o papel da publicidade e do atendimento, que ainda reproduzem estereótipos de gênero. A entrevista reforçou que, mesmo quando parecem vantajosas, algumas ofertas podem esconder práticas discriminatórias e contribuir para a desigualdade. 
 
Como resposta, o MPMG desenvolveu o projeto “Nem mais um centavo”, que busca identificar, dar visibilidade e combater essas práticas no mercado de consumo. A iniciativa inclui campanhas, capacitação de atendentes e incentivo à denúncia. 
 
A orientação é que consumidores registrem reclamações nos órgãos de defesa e questionem diferenças de preços e condições. O objetivo é ampliar a conscientização e fortalecer a atuação coletiva no combate à desigualdade de gênero nas relações de consumo. 

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Ministério Público de Minas Gerais

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