Notícias - FundaçõesMPMG e entidades do terceiro setor fazem conferência sobre governança participativa e redução de desigualdades de gênero









O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sediou, nesta quarta-feira, 8 de abril, a Conferência Livre ODS MG, com o tema "Governança Participativa para a Redução das Desigualdades". O evento, ocorrido em Belo Horizonte, integra a 1ª Conferência Nacional ODS, sendo a primeira iniciativa no Brasil com foco exclusivo nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.
A organização da etapa mineira coube ao Movimento Mulheres 3S, em correalização com o MPMG, por meio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Velamento de Fundações e às Alianças Intersetoriais (Caots), e ao Movimento Nacional ODS MG. A iniciativa contou ainda com a parceria da Conectidea, Emc2 Cidades Inteligentes e Fundação Dom Cabral.
O encontro reuniu integrantes da sociedade civil, movimentos sociais, universidades e o poder público para transformar desafios locais em propostas nacionais. Durante as atividades, foram debatidos temas como inclusão social, combate às desigualdades e o direito de participação em decisões públicas. O evento destacou a centralidade do ODS 5 (igualdade de gênero), do ODS 16 (paz, justiça e instituições fortes) e do ODS 17 (parcerias e meios de implementação).
Os ODSs são metas globais para erradicar a pobreza e proteger o meio ambiente, integrando a Agenda 2030, um plano de ação mundial para o desenvolvimento sustentável.
Segundo Nanda Sofietti, coidealizadora do Movimento Mulheres 3S (organização voltada para o fortalecimento do protagonismo feminino em entidades de impacto social), a conferência busca escutar as pessoas que já realizam ações de relevância socioambiental nos territórios. Ela ressaltou que o Brasil ainda enfrenta desafios no cumprimento das metas de igualdade de gênero, especialmente pela lacuna de anos anteriores, levando a um padrão de retrocesso.
"Estamos convocando as pessoas para se unirem, porque as organizações da sociedade civil são realizadoras e o poder público, com políticas públicas, tem papel essencial", afirmou. Para a representante, a ação conjunta serve para mitigar os retrocessos e avançar rumo ao modelo regenerativo, que é a necessidade atual do planeta.
O coordenador do Caots, promotor de Justiça Francisco Ângelo Silva Assis destacou que o encontro contribui para a definição de políticas públicas permanentes e sólidas que representem as necessidades do terceiro setor. "Ainda não estamos maduros para nos desprendermos de temas como o preconceito de gênero. É muito importante construir uma narrativa de igualdade", pontuou. O promotor também enfatizou a importância de que as propostas de Minas Gerais sejam incorporadas pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no cenário nacional.
