Notícias - Crime CibernéticoMPMG deflagra Operação Chave Mestra contra grupo investigado por fraudes bancárias no Sul de Minas
As vítimas eram, em sua maioria, pessoas idosas e em situação de vulnerabilidade, além da própria instituição financeira
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (GAECIBER), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Chave Mestra, com o objetivo de aprofundar investigações sobre furtos mediante fraude eletrônica e estelionatos praticados contra uma instituição financeira e seus clientes no Sul de Minas.

O GAECIBER é um órgão de atuação integrada que reúne membros do MPMG e agentes das Diretorias de Inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). A ação contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) Regional de Pouso Alegre e de militares do 20º Batalhão da Polícia Militar.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em nove endereços, com foco na desarticulação do núcleo operacional de um grupo formado por oito investigados. As diligências ocorreram nos municípios de Pouso Alegre, São Sebastião da Bela Vista, Congonhal e Silvianópolis. As identidades dos alvos não foram divulgadas para preservar o sigilo das investigações e assegurar a eficácia das medidas judiciais.
Esquema investigado
As investigações indicam que os suspeitos, na condição de funcionários de agências bancárias, realizavam a contratação de empréstimos e pacotes de serviços sem o conhecimento ou autorização dos correntistas. As vítimas eram, em sua maioria, pessoas idosas e em situação de vulnerabilidade, além da própria instituição financeira.
As contratações fraudulentas tinham como finalidade simular o cumprimento de requisitos de um programa de fidelidade do banco. Com isso, os investigados lançavam indicações fictícias nos sistemas internos e recebiam, em contas pessoais, bonificações financeiras na modalidade de cashback. Para ocultar as irregularidades, o grupo alterava dados cadastrais das vítimas, o que dificultava o contato do banco com os clientes e atrasava a identificação das fraudes.
Apreensões
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam:
12 aparelhos celulares
3 notebooks
1 CPU
1 cartão de memória
5 pen drives
4 cartões bancários
documentos diversos

Todo o material será submetido à extração e análise de dados telemáticos e financeiros pela equipe técnica do Ministério Público.
As investigações prosseguem sob sigilo, com o objetivo de apurar o valor total dos prejuízos e verificar a possível participação de outros envolvidos no esquema criminoso.

