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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve, na última sexta-feira, 19 de fevereiro, a condenação de um investigador da Polícia Civil de Minas Gerais pelos crimes de organização criminosa e corrupção passiva. O réu, que à época dos fatos era lotado na 4ª Delegacia de Polícia Civil (Leste), em Belo Horizonte, recebeu uma pena de oito anos e quatro meses de reclusão em regime fechado.

A acusação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo as investigações, o condenado desempenhava papel relevante na estrutura criminosa ao receber propina do líder do grupo para não apreender máquinas de caça-níqueis. O réu, juntamente com outros policiais, participava de reuniões e recebia valores indevidos para realizar operações seletivas, com o objetivo de apreender máquinas pertencentes a grupos concorrentes. Além disso, o investigador valia-se do cargo público para repassar informações privilegiadas ao líder da organização.

A sentença é um desdobramento da Operação Hexagrama, iniciada em 2020 para apurar a atuação de uma organização voltada à exploração de jogos de azar, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A investigação, deflagrada em três fases, contou com o apoio do Batalhão Rotam e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), do Corpo de Bombeiros Militar e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

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Ministério Público de Minas Gerais

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