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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Nova Lima, obteve, na última sexta-feira, 30 de janeiro, a condenação de uma mulher acusada de ser a mandante do assassinato de um homem em Rio Acima, na região Central do estado, ocorrido em setembro de 2018. A pena foi fixada em 17 anos e seis meses de reclusão em regime fechado. Da decisão, cabe recurso, mas a magistrada negou o pedido da defesa para que ela recorra em liberdade.

Outras cinco pessoas acusadas de participar do crime (sendo três da mesma família da ré e dois executores contratados para cometer o assassinato) já passaram por julgamento e foram condenados.

A sentença por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) ocorreu após a ré permanecer seis anos foragida. Na denúncia, os promotores de Justiça demonstraram que a família da acusada atuava no tráfico de drogas na cidade e que o crime foi planejado após a vítima causar prejuízo financeiro na comercialização de entorpecentes na região.

A denúncia aponta ainda que a mulher fez o contato inicial com um dos executores para combinar detalhes sobre a morte do homem, contratou o serviço e auxiliou na fuga do grupo após o crime. A vítima foi abordada pelos executores enquanto estava sentada em frente ao portão de casa e atingida por cinco disparos de arma de fogo.

Julgamento

O primeiro julgamento da ré havia sido marcado para setembro de 2025, mas precisou ser adiado devido ao não comparecimento da advogada de defesa. Uma nova sessão foi agendada para o mês seguinte, no dia 10 de outubro, porém foi suspensa em razão da advogada não comparecer novamente e de uma ameaça de bomba no plenário.

“Assim a nova sessão foi marcada para a última sexta-feira, 30 de janeiro. O júri teve início às 9h30 e transcorreu até a madrugada de sábado. Ao final, a ré foi condenada integralmente nos termos da denúncia, por homicídio duplamente qualificado”, explicou o promotor de Justiça Enzo Bassetti, que atuou juntamente com a promotora de Justiça Renata Monteiro no caso.

O julgamento foi acompanhado por um representante da Associação Mineira do Ministério Público (AMMP), com o objetivo de garantir a segurança e a integridade do trabalho dos promotores de Justiça durante a sessão.

Processo nº 5007987-17.2022.8.13.0188

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Ministério Público de Minas Gerais

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