Notícias - InstitucionalMPMG faz balanço positivo do atendimento feito à população durante o Carnaval
Lançada no dia 31 de janeiro, primeiro dia oficial da programação do Carnaval de Belo Horizonte, campanha “MPMG Acolhe 2026 – Sem respeito não tem folia” se estende até 26 de fevereiro. Ação orienta e apoia os cidadãos durante a maior festa popular do país
A campanha “MPMG Acolhe 2026”, que tem o lema “Sem respeito não tem folia”, impactou milhares de pessoas durante o Carnaval de Belo Horizonte e teve um balanço positivo de acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A avaliação foi feita pela promotora de Justiça Denise Guerzoni Coelho, coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (CAO-VD). A ação tem como objetivo orientar e apoiar os cidadãos durante a maior festa popular do país, com foco no acolhimento, na prevenção de violências e discriminações e na atuação resolutiva e protetiva do patrimônio histórico e cultural.

Entre as ações previstas, estão também a distribuição e a veiculação de material informativo. A divulgação conta com mídias próprias do MPMG, publicadas no site institucional, nos perfis nas redes sociais e no canal oficial no YouTube, além de parcerias com diversos meios de comunicação.
As mídias estão sendo divulgadas em diferentes espaços da cidade e em diversos meios de comunicação. Foram feitas inserções em ônibus do transporte coletivo, por meio do sistema de “backbus” da Transfácil, exibição em telas de shoppings administrados pelas empresas Martplan e Allos, veiculação de vídeos institucionais em emissoras de TV, no Minas Tênis Clube, além da distribuição de materiais impressos, como bottons, ventarolas, camisetas e banners, com apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL).

De acordo com a promotora de Justiça, “o balanço da campanha foi muito positivo com relação à presença do Ministério Público nas ruas. A positividade advém do número de pessoas que foram impactadas, ou seja, a quantidade de pessoas alcançadas com nossas ações e informações por meio do contato direto, como foi no Terminal Rodoviário de Belo Horizonte, nas redes sociais, nas vans que estiveram em pontos estratégicos, nos clubes, nas salas de cinema, nos shoppings, nos ‘backbus’ que tem uma função de circular pela cidade. É um número que alcança, certamente, a cifra de milhões de pessoas. Então o que se mede não é o número de ocorrências, mas sim o número de pessoas que tiveram acesso aos serviços de proteção ofertados”.
Um mapa disponibilizado pelo MPMG mostrando os locais onde as vans estariam posicionadas para prestar atendimento à população foi acesso por quase mil vezes.
"Nosso intuito foi ter um guarda-chuva de proteção para a sociedade em diversas frentes. Saúde, educação, contra o racismo, em defesa da mulher, das pessoas com deficiência e idosas, a proteção integral da vítima. Tivemos diversos serviços especializados espalhados na cidade, para, além de prestar as orientações, realizar o acolhimento de vítimas e a repressão em caso de crimes", destaca o promotor Thiago Ferraz, secretário-geral do MPMG.

Trabalho iniciado em 2025
Segundo Guerzoni, as tratativas e organização para o Carnaval 2026 pelo MPMG começaram no ano passado. Foi realizada uma reunião prévia a fim de que a experiência do ano de 2025 e as projeções para 2026 fossem inicialmente deliberadas. “O MPMG trabalhou em duas frentes com a campanha ‘MPMG Acolhe’ utilizando duas vans em pontos estratégicos de Belo Horizonte, como as praças da Estação, Liberdade e Diogo de Vasconcelos, cobrindo os principais pontos turísticos. Essa presença ostensiva do Ministério Público é muito positiva, porque traz uma sensação de proteção e uma efetiva informação com relação aos órgãos de segurança, justiça, assistência social e saúde que eventualmente o folião necessitasse”.
Ainda segundo a coordenadora do CAO-VD, “paralelo a essa presença ostensiva, que contava com um promotor de Justiça e um servidor da equipe social de plantão, o MPMG também participou do ‘Plantão Acolhe Minas’, organizado especialmente para proteção das mulheres. Esse serviço contou com a presença da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, Defensoria Pública, Corpo de Bombeiros, Polícias Civil e Militar entre outros”.
Para a promotora de Justiça, as parcerias também foram muito importantes para intensificar o trabalho. “As parcerias institucionais dilatam e distendem o conhecimento para a população e fazem veicular o que é mais importante: a proteção para a população”, destaca.

MPMG presente em várias frentes
Participam da iniciativa diversas unidades do MPMG, entre elas: a Secretaria-Geral, o Centro Estadual de Apoio às Vítimas – Casa Lilian, o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Combate à Violência Doméstica (CAO-VD), o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Apoio Comunitário, Inclusão e Mobilização Sociais (CAO-Cimos), o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente (Caoma), por meio da Coordenadoria de Proteção ao Patrimônio Cultural (CPPC), o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde (CAO-Saúde), o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça das Crianças e dos Adolescentes (CAO-DCA), o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça dos Direitos dos Idosos e das Pessoas com Deficiência (CAO-IPCD), a Coordenadoria de Combate ao Racismo e a Todas as Outras Formas de Discriminação (CCRAD), vinculada ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos (CAO-DH), além da Ouvidoria do MPMG.

Melhorias para 2027
De acordo com Denise Guerzoni, “pensando em melhorias para 2027, para além desses equipamentos e, claro, o plantão ordinário dos promotores de Justiça que atuam nas medidas criminais urgentes e nas audiências de custódia, pensamos em um plantão digital, um único link para ser um canal de informação, denúncia, pedidos de acolhimento e providências. Hoje, sem dúvida, o caminho digital, principalmente por conta desse aglomerado de pessoas, é um facilitador. Então ficamos com esse pensamento de desenvolver uma ferramenta que, aliada ao plantão físico, possa atender o cidadão por meio de um formulário digital. Trata-se apenas de uma possibilidade, mas penso que integrar proteção digital à física seja uma boa estratégia”.

