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Na última terça-feira, 29 de julho, após mais de 18 horas de julgamento, o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Ipanema, no Vale do Rio Doce, condenou um homem a 33 anos e cinco meses de reclusão pelo crime de homicídio qualificado. 

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De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em dezembro de 2022, a mulher da vítima deixou o portão da casa destrancado e desligou a central de monitoramento de segurança do imóvel. O homem denunciado, que mantinha um relacionamento amoroso com a mulher, entrou na casa, foi até o quarto e desferiu diversos golpes na cabeça da vítima, que repousava na cama. 

Após o crime, a mulher teria dito que o marido foi morto por um homem que invadiu a casa e a dopou. Entretanto, as investigações demonstraram que a mulher mantinha um relacionamento extraconjugal com o assassino, e que, em dado momento, os dois decidiram matar o marido, a fim de prosseguirem com o relacionamento e se apossarem de valores referentes a um seguro de vida da vítima. 

A mulher também foi denunciada pela Promotoria de Justiça de Ipanema, mas foi absolvida em abril de 2024. Todavia, apurou-se que os jurados foram procurados e coagidos na véspera do julgamento por familiares da acusada. Após recurso do Ministério Público, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais anulou a absolvição e determinou novo julgamento. 

Para o promotor de Justiça Rodrigo Menezes Cerqueira Santos “o resultado ameniza a dor e traz sentimento de justiça aos familiares da vítima, que compareceram em grande número no plenário do Tribunal do Júri”. 
 

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Ministério Público de Minas Gerais

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