Início do conteúdo

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve decisão judicial para o bloqueio de bens e valores de dois policiais penais e um auxiliar de enfermagem no dia 16 de março. A medida cautelar foi requerida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Belo Horizonte e pela 11ª Promotoria de Justiça de Contagem, que atua nos casos de crime organizado.

Segundo a denúncia, os três funcionários públicos integravam um esquema de corrupção entre os anos de 2018 e 2020. O grupo organizou-se para facilitar o ingresso de itens proibidos, como aparelhos celulares, alimentos e drogas, no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, mediante o recebimento de vantagens indevidas.

A pedido do MPMG, a Justiça determinou a indisponibilidade de dois apartamentos e dois veículos, além do bloqueio de mais de R$ 249 mil. O objetivo das medidas é garantir o ressarcimento dos prejuízos causados pela prática criminosa. As ordens de busca e apreensão dos veículos foram cumpridas na última segunda-feira, 23 de março, e os valores bloqueados serão transferidos para uma conta judicial.

As investigações, realizadas no contexto da Operação Muralha, identificaram diversos depósitos nas contas bancárias dos investigados. O MPMG apontou grande discrepância entre os rendimentos lícitos dos agentes e as quantias movimentadas. A operação revelou que a estrutura do grupo operava dentro da unidade prisional.

Fim da notícia

Ministério Público de Minas Gerais

Assessoria de Comunicação Integrada
Diretoria de Conteúdo Jornalístico
jornalismo@mpmg.mp.br
Final do conteúdo