Notícias - Crime OrganizadoMPMG obtém condenação de policial civil lotado em Ubá por liderar milícia privada na região da Zona da Mata

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve na Justiça a condenação de um policial civil, lotado em Ubá, acusado de liderar uma milícia privada, armada, na Região da Zona da Mata. Em sentença proferida no processo criminal nº. 0019449-41.2023.8.13.0699, o Poder Judiciário condenou o réu G.C.R.O, a 11 anos e três meses de prisão, pelos crimes de milícia privada armada e corrupção passiva, tendo sido decretada a perda do cargo público do agente.
O investigador condenado, que está preso desde o dia 28 de novembro de 2024, ainda responde outras duas ações penais na Comarca de Ubá: uma pela prática de 272 crimes de corrupção e outra pelo cometimento do delito de obstrução a investigação de organização criminosa.
Para a Justiça, o réu estruturou um grupo armado que operava à margem da legalidade, usando táticas e aparatos estatais para prestação de segurança privada, valendo-se de seu cargo para captar clientes para sua empresa de segurança, que operava mediante coações e cobrança de vantagens indevidas.

Segundo as apurações, os serviços prestados pelo agente incluíam escoltas armadas e intervenções em ocorrências policiais, com o uso de viatura, armamento e sistemas restritos da Polícia Civil, inclusive com ameaças a desafetos dos contratantes da empresa de segurança.
Na sentença condenatória, também foi reconhecido que o réu era o verdadeiro proprietário e/ou possuidor dos veículos de luxo e da aeronave que foram apreendidos na 1ª fase da operação, tendo sido determinada a perda dos bens, salvo direitos de terceiros de boa-fé.

Conforme o MPMG, a Polícia Civil, por meio da Corregedoria, foi incondicional parceira durante as investigações e agora a meta é intensificar, com a Delegacia Regional de Polícia Civil, um vínculo harmonioso para que as instituições sigam trabalhando de maneira conjunta e eficaz. “A atuação integrada melhora a segurança pública de forma estruturada, atendendo a necessidade de proteção da população e a preservação da ordem pública. Além disso, essa integração nos permite a troca de inteligência, otimiza recursos e aumenta a rapidez na resposta aos crimes”, destaca o promotor de Justiça Breno Costa da Silva Coelho, um dos integrantes do Gaeco.
