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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 2ª promotoria de Justiça de Formiga, na região Centro-oeste do Estado, obteve nesta quarta-feira, 18 de março, a condenação de 31 anos e dois meses a um homem, hoje com 28 anos, acusado pelos crimes de feminicídio, destruição de cadáver e corrupção de menor. A vítima foi uma mulher grávida de três meses, com 29 anos, que foi morta a pauladas, facadas e por asfixia, com práticas de tortura.  O crime ocorreu em julho de 2023, no povoado Comunheira, localizado na zona rural de Córrego Fundo.  

O acusado tinha um relacionamento conturbado com a vítima e  contou com a ajuda de uma adolescente, na época com 17 anos, com quem também tinha um relacionamento. O crime bárbaro também foi filmado pelo próprio réu. O Conselho de Sentença acatou ainda as qualificadoras apontadas pelo MPMG  – crime praticado por motivo torpe, por meio de emboscada e uso de recurso de dificultou a defesa da vítima e emprego de asfixia e tortura. O juiz ainda determinou que ele cumpra a pena em regime fechado.   

O Crime
Segundo a denúncia do MPMG, No dia 26 de julho de 2023, o homem atraiu a vítima para uma área de mata em Córrego Fundo, onde a adolescente já a aguardava escondida em uma emboscada. Ao chegarem ao local, os dois agressores iniciaram o ataque pelas costas da vítima, desferindo diversos golpes de faca e pauladas que impossibilitaram qualquer reação

Enquanto a mulher ainda estava viva e agonizando no chão, a adolescente sentou-se sobre ela para imobilizá-la e passou a enforcá-la com uma das mãos, enquanto o homem continuava as agressões físicas. Durante esse processo, o réu ainda filmou o sofrimento da vítima e proferiu xingamentos a ela, submetendo-a a tortura física e psicológica extrema. Após a morte ser confirmada com uma forte paulada final na região da testa, eles abandonaram o corpo temporariamente no matagal.

Na madrugada do dia seguinte, por volta das 03h00, a dupla retornou ao local. Eles arrastaram o corpo pelas pernas em direção a um forno de calcinação nas proximidades. Para garantir que a entrada do forno estivesse livre, a adolescente utilizou-se de um pretexto enganoso, pedindo água a um funcionário para distraí-lo e afastá-lo do posto.

Aproveitando o momento, o réu carregou o cadáver nos ombros e o lançou no alçapão da fornalha, onde o corpo foi inteiramente incinerado para não deixar vestígios. Horas depois, outro funcionário do local sentiu um forte odor de "porco sapecado" vindo do interior do forno. 

Na manhã seguinte, a Polícia Militar foi acionada após uma blusa preta com manchas de sangue ser encontrada perto de um cafezal, nas proximidades da residência do réu. Havia um rastro contínuo de sangue por gotejamento que levava até a rampa de acesso à tampa da fornalha.

O réu foi abordado em sua residência portando uma pochete preta que aparecia nos vídeos das agressões. A polícia também teve acesso a áudios no celular em que o acusado confessava a autoria do crime e dizia que precisava fugir da polícia. 

A adolescente foi localizada na casa de sua irmã, onde a polícia apreendeu uma mochila contendo a faca utilizada no crime, ainda com resquícios de sangue. Diante dessas evidências, o réu foi preso em flagrante e a adolescente foi apreendida, sendo ambos conduzidos à Delegacia de Polícia. A adolescente chegou a ser encaminhada para um Centro Socioeducativo, mas ao completar 18 anos foi liberada. 

Em razão do envolvimento de uma adolescente na época dos fatos, o processo encontra-se em sigilo. 
 

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Ministério Público de Minas Gerais

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