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Criminosos causaram prejuízo de R$ 500 mil a uma empresa de Governador Valadares e a uma instituição financeira. Segundo apurado até o momento, o grupo suspeito contava com um núcleo tecnológico que utilizava conhecimentos avançados para habilitar dispositivos e burlar os sistemas de segurança bancária


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Doze mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta quinta-feira, 26 de março, dentro da “Operação Bankline”. Deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) nos estados de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e no Distrito Federal, a operação tem o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes eletrônicas, que causou prejuízo de quase R$ 500 mil a uma empresa situada em Governador Valadares e a uma instituição financeira.

Os trabalhos estão conduzidos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber) e pela 16ª Promotoria de Justiça de Governador Valadares.

Os mandados foram cumpridos nas cidades de Senador Canedo, Goiânia, Planaltina de Goiás, em Goiás; Parauapebas, no Pará; Planaltina, no Distrito Federal; Duque de Caxias e Queimados, no Rio de Janeiro; São Paulo, Itapetininga, Praia Grande, Santos, Salto, em São Paulo.

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Segundo o Gaeciber, até o momento sete pessoas foram presas. Materiais apreendidos: quatro notebooks, 10 celulares, dois HD's, um pendrive, cinco cadernos com anotações, R$22.715,00 em moeda corrente, um token de segurança, diversos documentos, 30 modems, 14 cheques, 126 cartões diversos, 24 máquinas de cartão, uma chipeira e 11 chips de operadoras.


Investigação 

A apuração começou após os criminosos invadirem uma conta bancária empresarial e realizarem o resgate indevido de um investimento no valor de R$ 800 mil para gerar saldo em conta. Logo depois dessa movimentação, o grupo efetuou o pagamento de 10 boletos bancários que somaram quase R$ 500 mil. O setor de segurança da instituição financeira identificou que os acessos foram feitos por aparelhos e conexões de internet não habituais localizados em municípios diversos daquele do estabelecimento da vítima. 

Segundo apurado até o momento, o grupo suspeito contava com um núcleo tecnológico que utilizava conhecimentos avançados para habilitar dispositivos e burlar os sistemas de segurança bancária. Também mantinha um núcleo financeiro que recebia e distribuía o dinheiro entre várias contas de pessoas físicas e empresas para esconder o caminho dos valores e dificultar o trabalho das autoridades. Os materiais apreendidos nesta quinta-feira, 26 de março, passarão por perícia para identificar novas provas e outras possíveis vítimas do esquema. 

A “Operação Bankline” é coordenada pelo Gaeciber, do MPMG, e conta com o apoio das Diretorias de Inteligência da Polícia Militar e Polícia Civil de Minas Gerais, dos Cybergaecos e órgãos de segurança e inteligência dos Ministérios Públicos e das Polícias Militares dos estados onde ocorreram as diligências.

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Confira sete dicas para se proteger de fraudes bancárias

1- Autenticação em dois fatores (2FA): ative sempre essa função em aplicativos de banco, e-mail e redes sociais para criar uma etapa extra de segurança.

2- Confirmação de avisos: se receber um alerta de fraude ou compra suspeita, nunca clique em links nem use o número de telefone fornecido na própria mensagem. 

3- Canais oficiais alternativos: entre em contato com o banco por um canal oficial que você já conhece, como o número atrás do seu cartão ou o chat do aplicativo aberto por você, preferencialmente usando um aparelho diferente daquele em que recebeu o aviso. 

4- Notificações em tempo real: configure seu banco para enviar avisos imediatos sobre qualquer transação ou resgate de investimento. 

5- Monitoramento de saldo: verifique seus extratos e aplicações financeiras com frequência para identificar movimentações estranhas rapidamente. 

6- Proteção de dados sensíveis: jamais compartilhe senhas ou códigos de segurança com supostos atendentes que liguem para você. 

7- Redes e aparelhos seguros: evite acessar suas contas bancárias em redes de Wi-Fi públicas ou computadores de terceiros.

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Ministério Público de Minas Gerais

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