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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), cumpriu, nesta segunda-feira, 23 de março, dois mandados de prisão preventiva em Três Pontas, no Sul de Minas em desdobramento da Operação Trem Fantasma. A medida foi executada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo Varginha, em conjunto com a Promotoria de Justiça de Combate ao Crime Organizado Três Pontas.

As prisões foram motivadas pela conduta de dois réus que, conforme pedido do Ministério Público e decisão judicial, deixaram propositalmente de apresentar alegações finais por quase um ano. Mesmo após serem reiteradamente intimados pessoalmente e por meio de seus advogados, os acusados buscaram a prescrição — que ocorre quando o Estado perde o prazo legal para punir um crime —, impedindo o andamento normal do processo e o cumprimento da sentença.

Diante do prejuízo à instrução criminal, as prisões preventivas foram decretadas para garantir a futura aplicação da lei penal.

Histórico

A Operação Trem Fantasma teve início em 2018, em Três Pontas, quando sete pessoas, entre servidores públicos e empresários, foram denunciadas por 24 crimes, incluindo organização criminosa, peculato, fraude em licitações e na execução de contratos. O esquema consistia no desvio de dinheiro público por meio do faturamento de peças automotivas que não eram efetivamente fornecidas.

Os investigados, que haviam sido presos preventivamente no início do caso, aguardavam o julgamento em liberdade. Uma segunda denúncia, envolvendo nove pessoas por outros 24 crimes, também está em andamento.

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Ministério Público de Minas Gerais

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