EventosMPMG lança Observatório Lilás e abre exposição “Dez Amores” sobre violência doméstica
Local:Sala Minas Gerais - Procuradoria-Geral de Justiça•Início:31/03/2026 11:00hs•Fim:31/03/2026 13:00
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realiza, no dia 31 de março, às 11h, a solenidade de lançamento do Observatório Lilás, iniciativa voltada ao monitoramento da violência doméstica e familiar contra a mulher. O evento ocorrerá na Procuradoria-Geral de Justiça, Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte.
O Observatório Lilás reúne painel de dados, diagnósticos, relatórios estatísticos e análises técnicas que visam apoiar e fortalecer a atuação das Promotorias de Justiça no enfrentamento à violência doméstica.
A cerimônia contará com a participação do procurador-geral de Justiça, Paulo de Tarso Morais Filho, da coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Combate à Violência Doméstica (CAOVD), promotora de Justiça Denise Guerzoni Coelho, e do coordenador da Superintendência de Tecnologia da Informação do MPMG (STI), promotor de Justiça Daniel Piovanelli.
Exposição “Dez Amores”
Após o lançamento do Observatório Lilás, o MPMG inaugura a exposição “Dez Amores”, projeto artístico da pesquisadora e artista visual Juliana Sícoli, que investiga a violência doméstica a partir de relatos reais de mulheres que sofreram agressões por pessoas próximas.
As imagens apresentam rostos de bonecas retrabalhados para reproduzir ferimentos descritos em denúncias públicas, acompanhados do contexto das agressões - o local e a relação entre vítima e agressor. O trabalho opera no limite entre o familiar e o perturbador, evidenciando o descompasso entre a imagem idealizada do feminino e a brutalidade das violências vividas.
A proposta expográfica evita qualquer forma de espetacularização. O projeto aposta na repetição, no silêncio e na proximidade íntima como formas de provocar reflexão e responsabilizar o olhar do público. A violência é apresentada não como episódio isolado, mas como processo que se instala na intimidade e produz efeitos individuais e coletivos, iluminando aquilo que geralmente permanece invisível: vínculos afetivos, espaços íntimos e as marcas deixadas após a ruptura.
A exposição estará aberta à visitação no pilotis da Torre 1 da Procuradoria-Geral de Justiça.