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Memória em Destaque

Memória em Destaque

O projeto Memória em destaque tem como objetivo divulgar a história do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por meio do acervo do Memorial da instituição. Mensalmente, objetos, documentos, fatos ou biografias são destacados no ambiente expositivo e apresentados nos veículos de comunicação da Procuradoria-Geral de Justiça, onde são evidenciadas peculiaridades e informações técnicas, descritivas e narrativas dos itens expostos.
 
Destaque do mês 

Série Especial: Corregedores Gerais do Ministério Público

Há mais de 60 anos, começavam as atividades correcionais no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG): em 1948, foi criado o Conselho Disciplinar de Justiça – órgão ao qual se atribuiu o encargo de atuar como corregedor no âmbito do Ministério Público.

Entretanto, durante muito tempo, o procurador-geral de Justiça foi o responsável por acompanhar a carreira do procurador e do promotor de Justiça e, quando necessário,por atuar como corregedor. Com o crescimento da instituição, surgiu a necessidade de se designar alguém para exercer especificamente tal função.

Assim, em 1972, o procurador-geral de Justiça Wagner de Luna Carneiro baixou ato administrativo criando a Corregedoria-Geral do Ministério Público de Minas Gerais – criação essa que se efetivou com a publicação da Lei n.º 6.276, de 26 de dezembro de 1973. 

Bernardo Mascarenhas Cançado (1982 – 1983)

Nasceu em Pitangui, Minas Gerais, graduando-se em Direito pela Universidade de Minas Gerais em 1952.

Foi presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais e membro efetivo do Diretório Central dos estudantes (DCE) e da União Estadual e Nacional dos Estudantes (UEE e UNE).

Ingressou no Ministério Público em 1953, passando pelas comarcas de Rio Preto, São Domingos do Prata e Belo Horizonte.

Em 1974 foi promovido ao cargo de procurador do Estado, equivalente ao atual cargo de procurador de Justiça.

Em 1978, foi designado para representar o Ministério Público junto ao Conselho de Criminologia da Secretaria de Estado do Interior e Justiça; e ainda designado, em 1981, como presidente da Comissão de Estudos ao Anteprojeto do Código de Processo Penal e da Comissão Especial para estudos e sugestões à lei de Execuções Criminais.

Em fevereiro de 1982, foi eleito pelo Conselho Superior do Ministério Público para o cargo de corregedor-geral, sendo nomeado pelo procurador-geral de Justiça Waldir Vieira. Exerceu o mandato até dezembro de 1983.

Pouco antes de deixar o cargo, inaugurou o terminal de vídeo com impressora, na Corregedoria-Geral do MP, possibilitando o acesso da instituição ao Sistema de Controle Processual do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (Siscom), no dia 14 de dezembro de 1983, Dia Nacional do Ministério Público.

Docente da Faculdade de Direito Milton Campos, em 1983 foi instituída, em sua homenagem, a Medalha Professor Bernardo Mascarenhas Cançado pela Coordenação de Estágio daquela instituição.

Aposentou-se em 1984. Faleceu em Belo Horizonte, em 2011.
 


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