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Notícias

Meio Ambiente07/08/2019
Três testemunhas indicadas pelo MPMG são ouvidas sobre o caso Brumadinho
Três testemunhas indicadas pelo MPMG são ouvidas sobre o caso Brumadinho

Três testemunhas indicadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foram ouvidas ontem, 6 de agosto, na 6ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias, em Belo Horizonte, sobre o rompimento das barragens da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. O processo socioambiental em que foram ouvidos apura responsabilidades e consequências da tragédia em relação à fauna, à fora, à água, aos animais aquáticos e terrestres e ao patrimônio histórico e cultural.

Como testemunha, a diretora-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Marília Melo, falou, principalmente, sobre os danos causados pelos rejeitos de minério aos recursos hídricos, o que resultou na suspensão, até hoje, do uso da água do rio Paraopeba. Já o coordenador militar do Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) do MPMG, major Carlos Henrique de Sousa, falou sobre a mortandade de animais e a condição de instabilidade de estruturas que sobraram do complexo minerário.

Também foi ouvido ontem na 6ª Vara o representante da empresa Aecom, Vicente Mello, que presta serviço de auditória externa independente ao MPMG. Na condição de testemunha, ele falou sobre a segurança das estruturas que sobraram no local de mineração após o rompimento das barragens. Em fevereiro, o MPMG e a Vale firmaram um acordo prevendo a contração da empresa para a auditória das ações de contenção dos rejeitos e da recuperação da bacia do rio Paraopeba e, também, para o acompanhamento das obras de reforço e segurança das estruturas do complexo minerário.

Segundo a promotora de Justiça Andressa Lanchotti, durantes os depoimentos, o que mais chamou a atenção foram os relatos sobre a magnitude dos danos. “As testemunhas foram muito contundentes ao dizerem sobre os danos aos recursos hídricos, o que, inclusive, gerou a interrupção do uso da água e a mortandade da fauna aquática. E ainda, há a suspeita da morte de outros animais, até domésticos. Vamos apurar o caso”, disse (ouça o áudio acima).

Além de ouvir as testemunhas indicadas pelo MPMG, a audiência tratou da reformulação do sistema de análise da qualidade da água na bacia do rio Paraopeba. O assunto ainda volta a ser discutido na Justiça. Foram agendadas outras duas audiências – 15 de agosto e 26 de setembro – para ouvir outras testemunhas indicadas pelo MPMG, somando, ao todo, 15 pessoas.

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07/08/2019