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Notícias

Institucional07/11/2017
Educação financeira foi tema do projeto “Segunda-feira às 18h”

Plateia ouviu estratégias para evitar ficar endividada e aprender a poupar

Educação financeira foi tema do projeto “Segunda-feira às 18h”

“O dinheiro não leva desaforo”. Com esse ditado popular, o promotor de Justiça Lélio Braga Calhau chamou a atenção da plateia presente no projeto “Segunda-feira às 18h” para os problemas do endividamento e superendividamento pessoal. Lélio Braga e o assessor jurídico do Procon-MG, Ricardo Amorim, falaram sobre as causas e consequências do endividamento e as principais estratégias para evitar que isso aconteça com o cidadão.

Mais da metade das famílias brasileiras estão endividadas, segundo Lélio Braga. Entre as várias causas que levaram a esse quadro, para Lélio, a principal é a questão comportamental. “O brasileiro não está endividado porque está comprando a casa própria, ele está endividado com consumo”, comenta. A maior parte das dívidas é oriunda do cartão de crédito. Em seguida estão dívidas com prestações, crédito pessoal e financiamento de veículos.

Entre os motivos que levam as pessoas a se endividarem estão fatores como perda de renda sem ajuste das despesas, perda do emprego, divórcio e, até mesmo, dívidas de jogos. Além disso, as despesas médicas podem ter um peso importante se a pessoa não estiver preparada para imprevistos.

Para se proteger, é preciso ter disciplina, controlar as despesas e poupar. Lélio considera que o principal aliado é o hábito, pois aos poucos, é possível construir uma base sólida de patrimônio. Segundo ele, também é importante ter metas de curto, médio e longo prazo. Outra estratégia é envolver a família na vida financeira da casa e ensinar, desde cedo, às crianças hábitos financeiros saudáveis.

O assessor jurídico do Procon-MG, Ricardo Amorim, tem visto cada vez mais a necessidade de o órgão atuar para enfrentar esse problema. Ele considera que o endividamento é um sintoma de uma doença maior, o consumismo, causado pela noção de que a cidadania está atrelada à capacidade de consumo de uma pessoa. Ele afirma que é fundamental ter informação sobre educação financeira e que existe muita informação em sites públicos como o do Banco Central e o site http://consumidor.gov.br.

“Se você não consome, você está fora”, afirma Ricardo. Para ele, falta um direito básico no Código de Defesa do Consumidor, “o direito a não comprar”.


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07/11/2017


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