VoltarImprimir

Notícias

Institucional09/07/2018
Do datilógrafo às redes sociais: primeira assessora de imprensa do MPMG recorda avanços da comunicação institucional
Do datilógrafo às redes sociais: primeira assessora de imprensa do MPMG recorda avanços da comunicação institucional

Na última quinta-feira, 5 de julho, o programa História Oral entrevistou a ex-superintendente de Comunicação Integrada do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) Miriângeli Rovena Borges. A servidora, que se aposentou em outubro do ano passado, foi a primeira assessora de imprensa da instituição e a única jornalista a acompanhar todos os avanços do setor de comunicação da casa.

Miriângeli é graduada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e pós-graduada em Jornalismo e Práticas Contemporâneas pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Em 1989, a jornalista tomou posse como assessora de comunicação na Procuradoria-Geral de Justiça, quando recebeu a tarefa de fundar a assessoria de imprensa da instituição.

Sua trajetória na assessoria foi o tema da entrevista guiada pelos procuradores de Justiça aposentados Joaquim Cabral Neto, gerente do projeto História Oral e membro do Conselho Curador do Memorial, e José Antero Monteiro Filho. Durante o encontro, Miriângeli apresentou a evolução da assessoria de comunicação desde sua criação até o estabelecimento da Superintendência de Comunicação Integrada (SCI), setor do qual se despediu em 2017.

"Quando entrei no Ministério Público, eu tinha para trabalhar apenas uma mesa de datilografia sem a máquina, que eu pegava emprestada”, afirma Miriângeli, que, na época, tinha que ir pessoalmente até os veículos de imprensa da cidade com textos datilografados em mãos em busca de espaços para publicação.

A assessora ressaltou que, com o passar do tempo, o MPMG passou a ser uma das principais fontes para alimentar a imprensa. “À medida que o Ministério Público se despontava no cenário da comunicação, tive que, por vocação ou intuição, me adequar às demandas que foram surgindo. As áreas de atuação da instituição ganharam maior atenção da mídia, e os promotores começaram a ser muito procurados”, explica.

Miriângeli destacou a gestão do ex-procurador-geral de Justiça Castellar Guimarães Filho como a que propiciou que o setor de comunicação ganhasse espaço na instituição. Ela também apontou que a administração do ex-procurador-geral de Justiça Nedens Ulisses representou um grande momento para assessoria, com a criação da ilha de edição e participação expressiva do MPMG na Rádio Justiça e na TV Justiça.

Ela refletiu, também, sobre a maneira como os promotores de Justiça se relacionavam com a mídia. “Houve um período de grande divulgação, que a imprensa cobria muito. Nesse contexto, percebia uma maior preocupação por parte dos membros sobre como as informações seriam colocadas para a imprensa. Agora, eu vejo que os promotores estão mais retraídos, com receio de soltar a informação”, afirma a servidora. Ela acredita que esse comportamento é uma consequência dos critérios que a imprensa atualmente utiliza ao noticiar, o que faz com que a fonte queira se resguardar.

Miriângeli nota que atualmente a SCI vive um período marcado pelas facilidades e desafios impostos pelas redes sociais. Ao mesmo tempo, ela se orgulha por ter ajudado a construir a comunicação do Ministério Público e por ver que o setor hoje é bem estruturado e conta com profissionais competentes. “Foram muitos anos de trabalho, horas extras e viagens, mas tudo foi muito gratificante”, afirmou.

Como em todas as fases do programa História Oral, foi solicitado à entrevistada que doasse algum objeto, fotografia ou documento de valor institucional. Miriângeli contribuiu com fotos de premiações recebidas pela assessoria de comunicação e um exemplar do seu trabalho de conclusão do curso de especialização em Jornalismo e Práticas Contemporâneas. O trabalho, intitulado "A mídia e o escândalo do caça-níquel", analisa o papel da imprensa durante fatos ocorridos no estado em agosto de 1999.

Para o ex-procurador de Justiça José Antero Monteiro Filho, “se alguém quer conhecer em profundidade a história do MPMG, precisa assistir ao depoimento de Miriângeli".

História Oral
Em sua primeira fase, o programa História Oral produziu entrevistas com personalidades da vida pública que influenciaram os rumos do MP. Na segunda fase, entrevistou membros que exerceram o cargo de corregedor-geral da instituição e, na terceira, o de procurador-geral.

Em sua quarta fase, com foco nos depoimentos de servidores ativos e inativos do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o programa entrevistará 12 servidores  indicados pelo Conselho Curador.

Para acessar as entrevistas, clique aqui.



Ministério Público de Minas Gerais
Superintendência de Comunicação Integrada
Diretoria de Imprensa
Tel: (31) 3330-8016/3330-8166
Twitter: @MPMG_Oficial
Facebook: www.facebook.com/MPMG.oficial
Instagram: www.instagram.com/MPMG.oficial
09/07/2018


Compartilhar: