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Consumidor16/03/2021
Diagnóstico inédito vai subsidiar e ampliar eficácia da atuação de órgãos e entidades de proteção e defesa do consumidor
Diagnóstico inédito vai subsidiar e ampliar eficácia da atuação de órgãos e entidades de proteção e defesa do consumidor

A promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Belo Horizonte, do Ministério Público de Minas Gerais, realizou, em conjunto com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), pesquisa inédita, que trará uma nova perspectiva para a atuação de órgãos e entidades em torno das políticas de proteção e defesa do consumidor em Minas Gerais e no país.

O Diagnóstico Nacional do Consumidor Vítima de Conduta Abusiva, a ser divulgado em breve, é resultado de levantamento no qual foram ouvidas duas mil pessoas, em todo o país, nos meses de novembro e dezembro de 2020.

O recorte do diagnóstico voltado à realidade do consumidor mineiro, cujos números já estão disponíveis, é fruto de entrevistas com 400 pessoas, em todas as regiões de Minas Gerais, que foram vítimas de condutas abusivas. O nível de confiança do trabalho é de 95%.

Foram analisados o comportamento do consumidor, seu perfil, comportamento durante a pandemia, característica do produto/serviço adquirido, a forma como acionam o fornecedor e os órgãos de proteção e defesa do consumidor, se o problema foi ou não resolvido, sua satisfação, entre outras questões.

O promotor de Justiça Glauber Tatagiba, coordenador da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Belo Horizonte e um dos idealizadores do diagnóstico, afirma que o objetivo do estudo é subsidiar e ampliar a eficácia das ações de Defesa do Consumidor, assim como orientar os fornecedores no aprimoramento na prestação de serviço e na comercialização de seus produtos. “A pesquisa tomou uma dimensão especial diante da pandemia que enfrentamos e que impactou enormemente as relações de consumo”, acrescenta ele.

Diagnóstico Mineiro
A maior parte dos consumidores mineiros que se sentiram lesados é formada por mulheres (62,5%), enquanto a faixa etária prevalente ficou entre 26 e 45 anos (46,5%). A grande maioria concluiu o ensino médio (45,8%) ou algum curso superior (33,8%).

Mais de 80% dos consumidores (81,2%) afirmaram que modificaram seus hábitos de consumo durante a pandemia, dos quais 69,2% responderam que os novos hábitos serão mantidos após esse período.

Entre as mudanças, 32,7% passaram a utilizar mais a internet/aplicativos/serviços de mensagens instantâneas para adquirir novos produtos/serviços. Somente 26% relataram continuar utilizando apenas os meios físicos para pagamentos, enquanto 12,5% utilizaram pela primeira vez o meio digital para este fim.

Foi constatado que entre os principais produtos/serviços reclamados estão conta de luz (10,4%), plano de telefonia móvel (7,9%), aparelho celular (6,8%), vestuário (6,6%), alimentos (5,1%), calçados (5,1%), planos de TV por assinatura e internet (3,5%), conta de água (3,1%), entre outros.

Parte significativa dos consumidores que se sentiram lesados não procuraram a empresa infratora para tentar resolvê-lo (29%). Entre os consumidores mineiros que procuraram algum órgão de proteção e defesa do consumidor, os Procons foram os mais acionados (71,8%).

Apesar de parte dos entrevistados declararem ter resolvido seu problema, quase a metade deles (49,2%) se disse insatisfeito com a empresa que prestou o serviço ou vendeu o produto defeituoso. O canal mais utilizado para acionar as empresas foi o telefone (25%), sendo que, na média, os consumidores tentaram o contato por 3,5 vezes até conseguirem explicar o seu problema.

O coordenador da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Belo Horizonte explica que, a partir da análise profunda do comportamento dos consumidores mineiros, será possível corrigir alguns rumos, formular políticas públicas e trazer um maior equilíbrio na relação com o setor produtivo, que por sua vez, terá um instrumento importante para reavaliar sua atuação no mercado.

Clique aqui para acessar a íntegra do Diagnóstico do Consumidor Mineiro.

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16/03/2021