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Notícias

Direitos Humanos13/07/2020
Voluntários do MPMG atendem população vulnerável no projeto Canto da Rua Emergencial

Um mês após sua inauguração, o espaço Canto da Rua Emergencial, montado
na Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte, tornou-se uma referência no
acolhimento à população em situação de rua, ainda mais vulnerável diante
da pandemia de Covid-19. Foram mais de 10 mil atendimentos, uma média
de 350 por dia.

Nessa segunda-feira, dia 13, o procurador-geral de Justiça, Antônio Sérgio
Tonet, e a coordenadora do CAO-DH, Cláudia Spranger, visitaram o local
como representantes do MPMG, um dos protagonistas na concretização do
projeto. A instituição está presente na Praça da Cidadania, diariamente,
entre 8h e 14h. Nesse primeiro mês foram 182 atendimentos, realizados
em sistema de rodízio por membros, servidores e estagiários voluntários.




O MPMG tem trabalhado em questões como a verificação e o auxílio no
andamento de processos criminais, questões de família, situação de
estrangeiros no país e emissão de documentos. Há também, entre outros,
o encaminhamento para tratamentos de saúde e a alteração de nome, em
casos de pessoas LGBT.

Os voluntários do MPMG se dividem entre os que realizam os atendimentos
presenciais e um grupo de apoio, formado por aqueles que por algum motivo
não podem comparecer à Serraria neste momento. As fichas com os dados
das demandas são inseridas e trabalhadas on line.

Atualmente compõem a equipe os procuradores de Justiça Cláudia Spranger
e Marcos Tofani; os promotores de Justiça Ana Luíza da Costa e Cruz, Cristina
Ferreira Labarrère Nascimento, Deborah Goulart Tavares, Josely Ramos
Pontes, Mário Konichi Higuchi, Maria Clara Costa Pinheiro de Azevedo,
Mônica Sofia P. H. da Silva e Patrícia Habkouk; os servidores Andréa Borges
David, Aline Diório Mayrink, Bárbara Regina Pereira de Magalhães, Daniele
Silva Almeida, Denise Angélica Mello de Paula, Denísia de Almeida Sales,
Fabiane de Fátima Portella, Flávia Cristina Ancelmo, Giovana Aparecida
Sabino, Ildomar Braz de Souza, Isadora Cunha Rodrigues, Laure Cristine
Guimarães, Layla Mara Advíncola, Lydiane Maria Azevedo, Paulo Santos de
Lima, Rogério Thome Rodrigues Junqueira e Valmy Lessa Couto Neto; e a
estagiária Estefânia Faria Ferreira.



Com o aumento da procura por parte dos moradores de rua tornou-se
necessário um reforço na equipe do MPMG, principalmente no que diz
respeito ao atendimento presencial. Quem quiser e puder se voluntariar
deve procurar o CAO-DH ou a Copli.

O procurador-geral de Justiça reforçou a importância do voluntariado para
a instituição e, principalmente, para os acolhidos e elogiou a disposição e o
comprometimento dos que vêm atuando no projeto. Segundo ele, a iniciativa
representa um divisor de águas no tratamento dado aos moradores de rua
em Belo Horizonte. Ele acrescenta que, por se tratar de um período em
que as desigualdades sociais se acentuam, as atividades desenvolvidas no
espaço são ainda mais importantes. “Pessoas que já se encontravam em
estado de vulnerabilidade estão sendo ainda mais discriminadas durante
essa pandemia. Aqui eles têm sua dignidade respeitada e encontram acesso
a um conjunto de ações que, mais do que uma satisfação momentânea,
podem significar a recuperação da esperança de uma vida melhor em um
abrigo definitivo”, disse Tonet.

O Canto da Rua Emergencial oferece acolhimento psicossocial, orientações
jurídicas e de saúde, além de possibilitar banho, troca de roupa, corte de
cabelo, alimentação e cuidados com os animais de estimação.

Em outros locais da cidade, o projeto promove diferentes ações, como
hospedagem (140 pessoas até o momento), com prioridade para quem
faz parte do grupo de risco para Covid-19, distribuição de café da manhã
(quase 15 mil) e distribuição de kit inverno (mais de 500), com barraca, saco
de dormir, agasalho, meias e uma mochila.



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13/07/20