VoltarImprimir

Notícias

Tribunal do Júri19/12/2016
Autores de chacina em Ribeirão das Neves recebem pena de quase 100 anos de reclusão

O 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte julgou, na última semana, cinco autores de chacina ocorrida em outubro de 2013, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana. Os jurados acataram os argumentos apresentadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e consideraram os réus responsáveis por matar cinco pessoas e por ferir, com intenção de matar, uma sexta vítima, durante um churrasco, no bairro Sevilha.

Quatro dos autores receberam a pena de 99 anos, dois anos e sete dias de reclusão em regime fechado, pela prática de homicídio qualificado por motivo torpe e por meio que dificultou a defesa da vítima (por cinco vezes) e, ainda, pela tentativa de homicídio qualificado contra uma vítima.

O quinto autor foi condenado a 93 anos de reclusão, também em regime fechado, pela prática dos mesmos crimes, tendo a pena atenuada por ser menor de 21 anos na data dos fatos, conforme prevê o Código Penal brasileiro. Outras duas pessoas denunciadas pelo MPMG não foram localizadas.

Crime
De acordo com a denúncia, ajuizada pela 7ª Promotoria de Justiça de Ribeirão das Neves, na madrugada de 27 de outubro de 2013, os acusados, estando fortemente armados e na companhia de quatro adolescentes infratores e de outros indivíduos não identificados, invadiram a casa de uma das vítimas, onde ocorria um churrasco.

Enquanto parte dos agentes dirigiu-se para os fundos do terreno, onde havia maior número de pessoas, a outra parte entrou na casa à procura dos alvos, instaurando o pânico no local. Os autores agruparam as vítimas nos fundos do imóvel e efetuaram mais de setenta disparos contra elas, chegando a recarregar as armas e a continuar os disparos, mesmo depois que as vítimas já estavam caídas no chão.

Ainda conforme o MPMG, dois dos acusados e uma das vítimas, que havia saído há poucos dias da prisão, comandavam, em conjunto, o tráfico de drogas nos bairros Santinho, Sevilha e imediações. Com a saída da vítima do cárcere, os réus entenderam que teriam seu poder de comando diminuído. Por isso, decidiram tirar-lhe a vida, assim como dos familiares e amigos que pudessem sucedê-lo na atividade.

Todos os autores respondem a outros processos por crimes graves e tiveram o mandado de prisão cumprido logo após a sentença.

Ministério Público de Minas Gerais
Superintendência de Comunicação Integrada
Diretoria de Imprensa
Tel: (31) 3330-8016/3330-8166
Twitter: @MPMG_Oficial
Facebook: www.facebook.com/MPMG.oficial
19/12/16

 


Compartilhar: