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Notícias

Inclusão e Mobilização Sociais13/09/2021
Atingidos pela barragem do Fundão, em Mariana, relatam danos que a tragédia ainda está causando

Atingidos pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, relataram na última sexta-feira, dia 10 de setembro, em audiência pública, os danos que o desastre provocado pela empresa Samarco causou e ainda causa na vida deles. O rompimento ocorreu no dia 5 de novembro de 2015 e despejou 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro na bacia do Rio Doce.

Essa foi a primeira de uma série de três audiências públicas virtuais que estão sendo realizadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Observatório Nacional sobre Questões Ambientais, Econômicas e Sociais de Alta Complexidade e Grande Impacto e Repercussão. Os eventos virtuais contam com o apoio do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Entre os danos relatados pelos atingidos e por outros participantes durante o primeiro encontro, que foi presidido pela Conselheira do CNJ Flávia Pessoa, estão problemas de saúde, poluição da água, contaminação de peixes, de plantas, de crustáceos e de aves. Além disso, há mortes de vacas e bezerros, prejudicando a produção de leite, a corrosão de equipamentos de irrigação, a perda de terras destinadas à agricultura e outros transtornos que trazem prejuízos econômicos aos moradores.

Como se não bastasse, há os danos sociais. Um representante de três mil famílias indígenas Tupiniquim e Guarani contou, durante a audiência, que o modo de vida tradicional e a estrutura social de povos indígenas que vivem no litoral Norte do Espírito Santo também foram e são afetados por causa da poluição das águas e da lama tóxica. Outro problema também tem sido a atuação predatória de advogados, que prejudicam as famílias de atingidos já fragilizadas pela situação.

Além dos atingidos, estão sendo ouvidos especialistas em meio ambiente, direitos humanos, desastres e conflitos socioambientais. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o rompimento e os danos causados pela tragédia. As informações subsidiarão o Observatório Nacional sobre Questões Ambientais, Econômicas e Sociais de Alta Complexidade e Grande Impacto e Repercussão e as partes envolvidas no processo de mediação, além de promover transparência sobre os atos realizados.

As próximas audiências serão realizadas nos dias 10 de outubro e 1º de dezembro, das 9h às 18h. Os encontros são transmitidos pelo canal do CNJ no YouTube.

Assista à primeira audiência completa.

 

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13/09/2021