Destaque
    O Tribunal do Júri possui competência para julgar os crimes dolosos contra a vida, que são aqueles em que o agente tem a intenção de matar ou não se importa com esse resultado. São crimes dolosos contra a vida: o homicídio, o infanticídio, o aborto e a instigação ou o auxílio ao suicídio. 
     
    O Ministério Público atua junto ao Tribunal do Júri por ser, segundo a Constituição Federal, o titular da ação penal. Ou seja, é o promotor de Justiça da área que possui o poder de acusar. Entretanto, não tem a obrigação de manter a acusação caso se convença da inocência do réu. Nessas circunstâncias, pode pedir a absolvição, já que a função primordial do Ministério Público é zelar pela justiça.
     
    Para apurar os crimes contra a vida, o promotor de Justiça pode requisitar diligências investigatórias e provas técnicas (como as de balística, toxicológica, de lesões corporais, de necropsia, de exumação), ouvir os familiares da vítima, interrogar o acusado e seus familiares, pedir informações às testemunhas e esclarecimentos aos peritos criminais, solicitar acareação e propor a delação premiada (redução da pena do criminoso que colabora na investigação).  
     
    Cabe também ao promotor de Justiça com atuação no Tribunal do Júri apresentar a denúncia contra o acusado, arrolar testemunhas, juntar fotos e documentos, delinear o perfil da vítima e do denunciado, recusar jurados, dispensar testemunhas arroladas, elaborar as alegações finais, interpor recursos e fiscalizar a lista anual de jurados, pedindo a exclusão de menores de idade e de pessoas com antecedentes criminais.  
     
    Já nos casos em que ocorrer latrocínio (roubo seguido de morte), o julgamento não será conduzido pelo Tribunal do Júri, uma vez que é considerado crime contra o patrimônio. Quem julga esse delito é a Justiça Comum.